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Leonel Ximenes

O que aconteceu com o casal capixaba denunciado pelo Fantástico?

Eles foram citados em reportagem, em janeiro deste ano, como envolvidos na compra de remédios furtados de tratamento contra o câncer

Publicado em 29 de Outubro de 2024 às 03:11

Públicado em 

29 out 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Gleidson e Julianna são apontados como receptores dos medicamentos furtados em São Paulo
Gleidson e Julianna estão foragidos há seis meses Crédito: Reprodução / TV Globo
O casal capixaba Gleidson Lopes Soares e Julianna Ritter Lopes, citado em reportagem do Fantástico em janeiro deste ano, como envolvido em compra de remédios furtados de tratamento contra o câncer, está foragido há seis meses.
Os medicamentos para o tratamento foram furtados em Campinas (SP), e o casal é acusado de receptar essas drogas. A Justiça de São Paulo, por meio da Comarca de Campinas, expediu mandado de prisão para ambos no dia 30 de abril. Até o momento, eles não foram encontrados.
O mandado de prisão contra ambos tem validade até 30 de abril de 2044. O pedido de detenção temporário está respaldado pelas acusações de "promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa", "falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais" e "apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio".

ENTENDA O CASO

Em janeiro, a reportagem do Fantástico explicou que Gleidson é empresário e Julianna era servidora da Assembleia Legislativa, mais especificamente do gabinete do deputado Delegado Danilo Bahiense (PL). Ela foi exonerada logo após a exibição da matéria na TV Globo, conforme a coluna noticiou em primeira mão.
O programa mostrou que Gleidson e Julianna dirigiam uma ONG de apoio a pessoas com dificuldade de locomoção na Serra. Ela também era sócia da Saúde e Vida Comércio e Representações, uma empresa de produtos hospitalares.
No celular de uma das suspeitas presas pelo caso, em São Paulo, foram encontrados comprovantes de depósito feitos na conta da Saúde e Vida e da própria conta da Julianna.
Segundo a matéria, o advogado do casal disse que ela não participou do negócio e que foi Gleidson que fez a compra dos medicamentos com um outro suspeito, mas que ele não sabia que eram furtados. Negou ainda que o empresário tenha pedido a compra de qualquer remédio contra o câncer.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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