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Leonel Ximenes

Os mais de 100 mortos “invisíveis” em acidentes de trânsito no ES

Números referem-se a pessoas que não morreram no local do desastre, no período de janeiro até a primeira semana de dezembro de 2025
Leonel Ximenes

Publicado em 

13 dez 2025 às 03:11

Publicado em 13 de Dezembro de 2025 às 06:11

Motociclista morre em acidente grave na BR 101 em Linhares
Acidente no qual um motociclista morreu na BR 101 em Linhares Crédito: Viviane Maciel
O Espírito Santo registrou, de janeiro até a primeira semana de dezembro deste ano, 912 mortes decorrentes de acidentes de trânsito, mas há uma quantidade "invisível" de pessoas que perderam suas vidas por conta de sinistros em ruas, avenidas e estradas fora do local do desastre, ou seja, em horas, dias e até um mês depois da ocorrência.
Ao todo, 106 morreram em até 30 dias após os acidentes e outras 12, após um mês das ocorrências trágicas nas vias públicas do Estado. Todas essas fatalidades, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), são monitoradas e entram para as estatísticas oficiais.
Para o advogado criminalista e especialista em segurança pública Fábio Marçal, autor do levantamento no Observatório de Trânsito do Detran/ES, essa é uma situação que não é tão observada.
"Há uma cadeia de acontecimentos nisso. Do ponto de vista familiar, um sofrimento sem fim ver seu ente querido num leito de morte. Do ponto de vista da saúde, uma superlotação de enfermarias. Do ponto de vista econômico, pessoas que deixam de contribuir com produção de riquezas e que deixam de sustentar suas famílias. E do ponto de vista jurídico, mais atividade de investigação para Polícia Civil e Ministério Público em casos nos quais se configuram como de esfera criminal", pontuou.
Marçal frisou que o fim da obrigatoriedade de autoescolas para formação de condutores é algo a ser observado com preocupação. “Se temos questões atualmente muito problemáticas e de violência, isso pode ficar ainda pior. É preciso ter muito cuidado com o direito de ir e vir da sociedade.”
O advogado Fábio Marçal é o autor do levantamento no Observatório de Trânsito do Detran/ES
O advogado Fábio Marçal é o autor do levantamento no Observatório de Trânsito do Detran/ES Crédito: Divulgação
O especialista ainda alertou para a quantidade de vítimas parciais neste ano, que já chegam a 14.821. “Muitas dessas ficam ilesas, mas outras têm lesões que ficam como permanentes e isso pode até causar aposentadoria por invalidez. Não há mais artifícios como o seguro DPVAT, que oferecia indenizações a vítimas de acidentes de trânsito. Dessa forma, a depender do caso, a pessoa tem a necessidade de procurar a Justiça para que possa requerer seus direitos", observou.
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