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Leonel Ximenes

Projeto gratuito que apoia pessoas em luto no ES reabre inscrições

Programa de suporte foi criado em 2021  durante o período da pandemia de Covid-19

Publicado em 05 de Março de 2023 às 02:11

Públicado em 

05 mar 2023 às 02:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Velas e luto
O Projeto Acolhedor oferece suporte psicológico a quem está sofrendo pela perda de alguém Crédito: Freepik/Divulgação
O Projeto Acolhedor, do Departamento de Psicologia da Ufes, está recebendo inscrições de pessoas maiores de 17 anos que precisam de ajuda para lidar com o processo de perda e luto. As inscrições ficarão abertas em fluxo contínuo e os atendimentos, individuais ou em grupo, serão retomados a partir de abril.
O suporte é dado por estudantes do curso de Psicologia sob a supervisão da professora responsável pelo projeto de extensão da universidade, Luciana Bicalho. Os encontros grupais ou atendimentos individuais são semanais e duram 12 semanas, podendo se estender em caso de necessidade.
Os interessados podem se inscrever pelo e-mail acolhedor.ufes@gmail.com, pelo perfil do projeto no Instagram (@acolhedor.projeto), ou por mensagem de texto no Whatsapp enviada para o número (27) 99716-1948.

PROJETO COMEÇOU POR CAUSA DA PANDEMIA

O Projeto Acolhedor começou em 2021. Entre as demandas atendidas naquele momento, estavam a de profissionais de saúde que conviviam com elevado número de mortes nos locais de trabalho, devido à pandemia de Covid-19, e a de pessoas que haviam perdido parentes ou amigos sem tê-los acompanhado no processo de hospitalização e sem poder realizar os rituais tradicionais de despedida.
Desde então, a iniciativa tem continuado com atendimentos semestrais, somando, a cada ano, cerca de 100 pessoas acompanhadas em seus processos de luto.
“Estudos indicam que receber assistência com foco no luto pode ampliar a capacidade de enfrentamento dessas pessoas enlutadas, diminuindo a possibilidade de vivência de um luto complicado, especialmente quando na presença de fatores de risco como morte violenta, traumática, repentina, perdas múltiplas ou prematuras, entre outros”, explica a professora Luciana.
Ela, no entanto, faz uma ressalva: nem toda pessoa enlutada necessita de suporte de profissionais ou serviços de saúde mental: “Temos condições de enfrentamento às situações estressoras, difíceis, especialmente se contamos com rede de apoio social coesa e eficiente. Entretanto, algumas pessoas enlutadas podem se sentir sobrecarregadas pela experiência de perder alguém, ora porque já apresentam condições de sofrimento anterior à perda, como depressão, ora porque as condições e contexto em que a morte ocorreu potencializam as dificuldades em lidar com o processo, ora pela dependência demasiada de quem morreu, entre outras situações”.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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