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Leonel Ximenes

Três últimos prefeitos de Vila Velha naufragaram (glub!) nas urnas

Todos concorreram à Câmara dos Deputados; além da derrota, viram o atual prefeito e rival eleger seu vice

Publicado em 11 de Outubro de 2022 às 02:11

Públicado em 

11 out 2022 às 02:11
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Neucimar, Rodney e Max Filho, os náufragos eleitorais
Neucimar, Rodney e Max Filho, os náufragos eleitorais Crédito: Amarildo
Foi um vendaval nas urnas, que atingiu Vila Velha e chegou até Goiás, no Planalto Central do Brasil. Os três últimos prefeitos da segunda maior cidade do Espírito Santo, conhecida pelos históricos alagamentos, não conseguiram se eleger deputado federal em 2 de outubro. Neucimar Fraga (PP) e Max Filho (PSDB) foram reprovados pelos eleitores capixabas e Rodney Miranda (Republicanos), pelos goianos.
Max e Neucimar, além da derrota eleitoral, ainda viram o rival de ambos eleger seu afilhado político. Arnaldinho Borgo (Podemos) conseguiu levar seu vice e companheiro de partido, Dr. Victor, a conquistar uma das dez vagas do ES na Câmara Federal.
Rodney, ex-secretário de Segurança Pública de Goiás, aliado do governador Ronaldo Caiado (reeleito) e um dos mais entusiastas da caçada ao serial killer Lázaro Barbosa, morto pela polícia daquele Estado no ano passado, conquistou irrisórios 4.869 votos, ficando apenas na suplência de deputado federal.
Suplência também foi o que restou a Neucimar, que em março deixou a presidência do desarticulado PSD estadual para disputar as eleições pelo robusto PP, julgando ter mais condições de se eleger pela nova legenda. Não deu certo. Ficou em terceiro lugar, com 39.530 votos, atrás de Da Vitória (71.779 ) e Evair de Melo (75.034).
Três vezes prefeito de Vila Velha, Max Filho naufragou junto com o seu PSDB. O tucano, que também já foi deputado federal, desta vez teve apenas 16.822 votos, uma votação considerada pífia. E diferentemente de Neucimar e Rodney, nem a suplência conseguiu.
Na política de Vila Velha, o passado vitorioso não é garantia de futuro venturoso.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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