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CBN e a Política

"Anormal" e "infame": vereador da Serra faz contorcionismo para explicar discurso

Ouça a análise da comentarista Letícia Gonçalves

Publicado em 07 de Março de 2023 às 11:23

Letícia Gonçalves

Publicado em 

07 mar 2023 às 11:23
O senador Magno Malta, de pé, discursa durante evento do PL da Serra. Ao lado dele, de amarelo, o vereador Igor Elson
O senador Magno Malta, de pé, discursa durante evento do PL da Serra. Ao lado dele, de amarelo, o vereador Igor Elson Crédito: Divulgação/PL Serra
O vereador da Serra, Igor Elson, assumiu, no último sábado (4), a presidência do PL na cidade. No evento que marcou a data, lotado de correligionários e outras lideranças do partido, o parlamentar criticou a gestão do prefeito Sérgio Vidigal (PDT) e usou as palavras "anormal" e "infame" para se referir à Semana do Orgulho, voltada à comunidade LGBTQIA+. Vidigal é evangélico e, em tese, conservador, mas integra uma legenda progressista. Na Serra, em junho do ano passado, a Semana do Orgulho contou com palestras e apresentações artísticas. “Esse mês representa o momento social histórico do orgulho LGBTI+, daí a importância das discussões sociais ao incentivar a reflexão sobre os avanços obtidos até presente data”, afirmou, na ocasião, a secretária de Direitos Humanos e Cidadania, Lilian Mota. "Faz uma semana de evento favorecendo LGBTQI+. Você não ouve se falar nada sobre família, sobre casamento, sobre nada. Querem imperar a troca de valores. Querem pegar o que é normal e colocar como anormal e pegar o anormal e colocar como normal. Enquanto nós estivermos vivos, nós estaremos firmes combatendo isso", discursou Igor Elson, no último sábado. Em seguida, afirmou que respeita "o direito de cada um", mas voltou a usar expressões discriminatórias. "Nós respeitamos a postura e o direito de cada um. Agora, oficializar aquilo que é anormal, infame e que nós entendemos que traz prejuízo para a sociedade ... o PL vai estar firme, junto com vocês, para combater essa ridicularidade", complementou.
Em entrevista à comentarista Letícia Gonçalves na tarde desta segunda-feira (6), o vereador negou ter chamado homossexuais e outros integrantes da comunidade LGBTQIA+ de anormais, embora o vídeo do discurso não dê muita margem para outra leitura do episódio. Questionado sobre o que, então, chamou de anormal e infame, apelou para o clássico "fui mal interpretado" e respondeu o seguinte: "É anormal a política do prefeito. O prefeito quer trocar o normal pelo anormal. Anormal é não não atender a todos os setores, a falta de equidade, já que a prefeitura não investe em outros segmentos".
CBN e a Política - 07-03-23.mp3
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), informa que recebeu manifestação anônima em relação ao caso e a encaminhou para a Comissão de Direito à Diversidade Sexual e à Identidade de Gênero (CDDS) da instituição, para análise e adoção de providências", disse em nota.

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