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Mistério

Calcinha no Fórum: "Óbvio que vai ter investigação", diz presidente do TJES

Peça foi encontrada no chão de uma sala do Núcleo Audiência de Custódia em Cachoeiro de Itapemirim, em circustâncias suspeitas

Publicado em 10 de Novembro de 2025 às 18:53

Públicado em 

10 nov 2025 às 18:53
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Calcinha encontrada em sala do Fórum de Cachoeiro de Itapemirim.
Calcinha encontrada em sala do Fórum de Cachoeiro de Itapemirim Crédito: Arquivo pessoal
O já folclórico episódio envolvendo uma calcinha encontrada no Fórum de Cachoeiro de Itapemirim vai ser investigado pela Corregedoria Geral da Justiça e pelo diretor do fórum. É o que garantiu, nesta segunda-feira (10), o presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), Samuel Meira Brasil Jr.
"É óbvio que vai ter investigação, porque até hoje nada que foi feito no poder Judiciário ficou sem investigação. É algo que a Corregedoria vai investigar e o diretor do fórum também", afirmou o presidente, em entrevista exclusiva à coluna.
A misteriosa calcinha foi encontrada, no último dia 29, no chão de uma sala do Núcleo Audiência de Custódia – Sul por servidoras da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) que chegavam ao trabalho. O núcleo funciona dentro do fórum de Cachoeiro.
No local, além de serem realizadas audiências, há equipamentos eletrônicos e documentos sob segredo de justiça.
Um dia antes do aparecimento da calcinha, o fórum estava fechado, era Dia do Servidor, uma espécie de feriado no Judiciário.
Nos corredores do TJES a história é tratada como insólita e curiosa, o que não deixa de ser. Serviu até de inspiração para uma música sertaneja.
A seriedade da coisa, entretanto, está no fato de possivelmente ter havido uma falha de segurança no fórum.
Juiz coordenador do Núcleo Audiência de Custódia, Andre Guasti Motta solicitou, em ofício, que a direção do Fórum de Cachoeiro promova uma investigação.
Até agora, o Tribunal não havia se manifestado publicamente sobre o caso, revelado pela reportagem de A Gazeta.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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