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Megaoperação

Câmara de Vitória vai ter outra eleição para presidente após prisão de Armandinho

Vereador da Capital está no CDP de Viana. Ele é acusado de integrar milícia digital privada no âmbito de investigações contra atos antidemocráticos

Publicado em 27 de Dezembro de 2022 às 13:25

Públicado em 

27 dez 2022 às 13:25
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Antes de ser preso, Armandinho Fontoura foi eleito presidente da Câmara de Vitória para o biênio 2023/24
Antes de ser preso, Armandinho Fontoura foi eleito presidente da Câmara de Vitória para o biênio 2023/24 Crédito: Redes sociais
O presidente eleito da Câmara de Vitória, Armandinho Fontoura (Podemos), está preso preventivamente desde o último dia 15, no âmbito da megaoperação contra atos democráticos e milícias digitais capitaneada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ele deveria tomar posse no comando do Legislativo municipal no dia 1º de janeiro.
Se não for solto até lá, entretanto, outra eleição vai ser realizada. Os vereadores decidiram isso nesta terça-feira (27). O vice-presidente eleito, Duda Brasil (União Brasil), é quem deve convocar o novo pleito.
De acordo com precedente aprovado por 10 votos a 3 e uma abstenção, os vereadores interpretaram que o não comparecimento à posse configura renúncia tácita ao cargo na Mesa Diretora.
Duda Brasil é o líder do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) na Casa. Nos bastidores, cogita-se que Leandro Piquet (Republicanos), outro aliado do prefeito, dispute a presidência.
A nova eleição, de acordo com o precedente aprovado, deve ocorrer imediatamente após a publicação da renúncia tácita no Diário do Legislativo.
Assim, Armandinho Fontoura, além de ter perdido, ao menos, vários dias de liberdade – ele é mantido no Centro de Detenção Provisória de Viana – deve perder ainda o cargo para o qual havia sido eleito.
Na eleição que o alçou à presidência, ele não contou com o apoio do prefeito.
"ARES DE GOLPISMO"
A assessoria de imprensa do vereador Armandinho Fontoura encaminhou à coluna uma nota em que a defesa do parlamentar diz lamentar "ares de golpismo" no precedente aprovado pela Câmara.
A defesa do vereador Armandinho Fontoura lamenta que o plenário da Câmara de Vitória tenha aprovado um precedente regimental de forma açodada, atabalhoada e sem discussão prévia, aberta e com direito ao contraditório, pilares tão caros a nossa democracia. Prevaleceu uma votação surpresa, feita a partir de pedido de ordem, sem os trâmites necessários para uma alteração dessa natureza. Assim, a defesa lamenta que, neste momento tão delicado, o Legislativo entre para a história com ares de golpismo. Em paralelo ao cotidiano na Casa de Leis, a defesa do vereador segue com os trâmites necessários em busca de sua soltura. A família de Armandinho Fontoura agradece as inúmeras mensagens e manifestações de apoio e orações.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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