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Eleições 2026

Casal Manato a um passo de se filiar ao partido de Pazolini

Carlos Manato, que bateu à porta de várias siglas em busca de espaço para disputar o Senado, agora diz ter "uma chance real"

Publicado em 05 de Novembro de 2025 às 17:41

Públicado em 

05 nov 2025 às 17:41
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Lorenzo Pazolini, Carlos Manato e Erick Musso
Lorenzo Pazolini, Carlos Manato e Erick Musso Crédito: Instagram/@erickmusso
Desde março, a ex-deputada federal Soraya Manato é secretária de Assistência Social da Prefeitura de Vitória o que, politicamente, já marcou a entrada dela e do marido, o também ex-deputado federal Carlos Manato, no grupo do prefeito Lorenzo Pazolini. Mas, agora, é para valer. Os dois estão a um passo de ingressar no Republicanos, partido do chefe do Executivo municipal.
A entrada de Soraya na sigla já era dada como certa desde a chegada dela à secretaria, mas o destino de Manato, até então, era bastante incerto. Como a coluna mostrou, em apenas um dia de setembro ele bateu à porta de três partidos em busca de uma legenda que lhe garantisse espaço para disputar o Senado em 2026.
Já nesta quarta-feira (5), o ex-deputado esteve com o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, e com Pazolini. A coluna apurou que a filiação do casal Manato está definida. A consolidação é apenas uma questão de tempo, há detalhes a serem acertados.
"Temos que conversar com a nacional e com os deputados do Republicanos, mas acredito que em 15, 20 dias isso vai estar resolvido", afirmou Manato.
O Republicanos, porém, não garantiu que vai lançar o ex-deputado como candidato a senador. O que está alinhavado é a candidatura de Soraya a deputada federal.
O que Manato vai ter é "liberdade para trabalhar", ou seja, para tentar se viabilizar na disputa para o Senado ou outro cargo, com exceção do de governador, uma vez que Pazolini já é pré-candidato ao Palácio Anchieta.
"Não tenho interesse em outro cargo, só o de senador. E, agora, tenho uma chance real de conseguir me candidatar, algo que eu não tinha no PL", afirmou Manato.
Formalmente, ele ainda está filiado ao PL, partido pelo qual disputou o governo do Espírito Santo em 2022. Mas, já no final daquele ano, o ex-deputado federal desentendeu-se com o presidente estadual da legenda, senador Magno Malta, devido a despesas da campanha eleitoral.
Além disso, o PL já tem pré-candidata ao Senado, Maguinha Malta, filha de Magno.
Embora considere ter "chance real" no Republicanos, o caminho para Manato lá também não é muito fácil.
O partido vai participar diretamente da corrida pelo Palácio. Ficaria "pesado" lançar um candidato próprio ao Senado, embora não seja coisa de outro mundo um partido participar das duas disputas simultaneamente.
Mas há um agravante: o Republicanos quer atrair o PSD para uma coligação e essa sigla também pode ter um candidato ao Senado. O deputado estadual e ex-prefeito de Colatina Sérgio Meneguelli está de saída do próprio Republicanos para, no PSD, disputar a vaga em Brasília em 2026.
Meneguelli diz, inclusive, que o presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcelos, e o ex-governador Paulo Hartung, lhe garantiram apoio e espaço para o lançamento da empreitada. Só que nenhum dos dois corroborou isso publicamente.
Legalmente, a hipotética coligação Republicanos-PSD poderia lançar dois candidatos ao Senado. Mas isso parece pouco provável.
Fontes do Republicanos afirmaram à coluna que, de qualquer forma, a filiação de Carlos Manato ajuda a estreitar os laços com o eleitorado de direita, que é atualmente o principal alvo dos articuladores de Pazolini.
Em 2022, o ex-deputado federal chegou ao segundo turno da eleição para o governo estadual, recebeu 1.006.021 de votos, mas foi derrotado por Renato Casagrande (PSB), escolhido por 1.171.288 eleitores.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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