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Disputa em Colatina

"É só ele me apoiar para prefeito", diz Renzo sobre parceria com Balestrassi

Ex-deputado estadual decidiu disputar a prefeitura de Colatina em 2024. À coluna, ele afirmou que atual prefeito não cumpriu o plano de governo combinado em 2020 e ainda contou bastidores do pleito de 2022 e o teor de uma recente conversa com o governador Casagrande

Publicado em 15 de Junho de 2023 às 09:17

Públicado em 

15 jun 2023 às 09:17
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

O ex-deputado estadual Renzo Vasconcelos
O ex-deputado estadual Renzo Vasconcelos Crédito: Pedro Roque/Divulgação
Enquanto o prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi (Podemos), movimenta-se de olho na reeleição e se articula para converter possíveis adversários em aliados, o ex-deputado Renzo Vasconcelos (PSD) garante: não vai estar no mesmo palanque que o atual chefe do Executivo municipal.
A não ser em uma hipótese: "É só ele me apoiar para prefeito".
O ex-parlamentar, que assumiu a presidência estadual do PSD em março, bateu o martelo e vai concorrer à Prefeitura de Colatina no ano que vem. Já até comunicou isso ao governador Renato Casagrande e espera obter o apoio do PSB.
O principal nome do partido de Casagrande em Colatina é o deputado federal Paulo Foletto. Renzo também se aproxima do deputado estadual e ex-prefeito Sérgio Meneguelli (Republicanos).
O pai de Renzo, Pergentino Vasconcelos, que integrava o PSD, agora preside o Republicanos de Colatina. O vice é justamente Meneguelli.
O ex-deputado recebeu a coluna, na quarta-feira (14), na sede do PSD do Espírito Santo, na Enseada do Suá. Ele está perto do antigo endereço de trabalho, a Assembleia Legislativa.
Em 2022, o então parlamentar tentou se mudar para Brasília. Foi o terceiro candidato a deputado federal mais votado do estado, mas não foi eleito devido ao desempenho tímido da chapa do PSC, sigla à qual estava filiado.
Renzo apoiou a eleição de Guerino Balestrassi em 2020 e este o apoiou no ano passado. O ex-deputado, porém, avalia que o prefeito não se empenhou o suficiente:
"Ele disse que ofereceu apoio, mas o secretariado dele, então, não foi informado. Não divulgavam o meu trabalho, as emendas que destinei para Colatina. O trator que eu destinei para a Secretaria de Agricultura não tinha uma faixa (informando que foi fruto de emenda parlamentar), eles não divulgavam as nossas postagens (nas redes sociais). A reunião que ele (Balestrassi) fez com comissionados da prefeitura, que são 400, deu 30".
Questionado se esperava que o prefeito pedisse aos servidores comissionados que votassem nele para deputado federal, Renzo respondeu que "não precisava pedir nada, apenas divulgar o nosso trabalho".
Como recebeu 82.276 votos, lembrou a coluna, Renzo Vasconcelos não pode culpar Balestrassi pela derrota. O próprio ex-deputado concorda: "A culpa foi minha. Eu escolhi mal e errei".
A escolha errada que ele menciona foi a filiação ao PSC, após ter sido "convidado a sair" do Progressistas. O PP, em 2022, formou uma chapa forte à Câmara dos Deputados, que seria pesada demais, e até inviável, com a manutenção de Renzo.
Mas se o rompimento com o atual prefeito de Colatina não se deu devido aos entreveros das eleições de 2022, por que o ex-deputado estadual quer ser candidato a prefeito?
"Em 2020, definimos (com Balestrassi) uma série de diretrizes em saúde, educação e saneamento básico, mas isso foi deixado de lado "
Renzo Vasconcelos (PSD) - Ex-deputado estadual
De acordo com o ex-parlamentar, o problema é que grande parte do plano de governo acordado na campanha de 2020, para ser aplicado pela gestão municipal, não foi cumprido.
Ele frisa que não há "briga" e tampouco considera Balestrassi um inimigo. 
"Colatina decidiu (que Renzo deve se candidatar a prefeito). Estou escutando o colatinense que me encontra nas ruas, comunidades, empresas e comércios", afirma.
O FATOR CASAGRANDE
Guerino Balestrassi, assim como Renzo, é aliado de Casagrande. Os dois esperam contar com o apoio do governador nas eleições do ano que vem.
"Ele (Casagrande) não fala que vai fechar 100% e não fala que não vai fechar 100%, mas reconhece que eu sou um aliado e um colaborador (...) Quanto ao PSB, ele deixou livre a construção com o Foletto e acha que tem totais condições de o PSB caminhar junto, não tem nada que impeça, inclusive, com o aval dele (governador)", narra Renzo Vasconcelos.
As eleições vão ocorrer daqui a um ano e três meses, mais ou menos. A corrida em Colatina, como se vê, já está tão quente quanto o clima da cidade impõe.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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