Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Letícia Gonçalves

Em 2026, o ciclo Hartung-Casagrande chega ao fim no ES — ou quase

Desde 1998, os eleitores do Espírito Santo veem entre os candidatos a governador o nome de um ou de outro. Ou dos dois

Publicado em 20 de Agosto de 2026 às 14:51

Públicado em 

20 ago 2026 às 14:51
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Paulo Hartung passa a faixa de Governador do ES para Renato Casagrande, em janeiro de 2019 Letícia Gonçalves

O revezamento entre Paulo Hartung (PSD) e Renato Casagrande (PSB) no comando do governo do Espírito Santo, o que ocorria desde 2003, acabou, na prática, em abril de 2026, quando Ricardo Ferraço (MDB) assumiu o comando do Executivo estadual.


O emedebista, entretanto, chegou ao posto por ter sido vice de Casagrande, que renunciou ao mandato para ser candidato ao Senado. 


De 1998 até 2022, o eleitor capixaba encontrou nas urnas em todas as eleições para governador o nome de Casagrande, o de Paulo Hartung ou dos dois ao mesmo tempo.


Isso também chega ao fim em 2026. Hartung decidiu não concorrer desta vez, e o socialista, como já mencionado, é candidato a senador.


As figuras dos ex-governadores, entretanto, não estão totalmente fora da corrida pelo Palácio Anchieta.


Hartung está praticamente alheio à política local e dedicado a atividades na iniciativa privada em São Paulo. Mas é lembrado, por exemplo, pelo ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini, candidato ao governo pelo Republicanos.

Integrante da oposição, o ex-prefeito faz questão de ressaltar, como ao discursar na convenção estadual do próprio partido, no início de agosto, que respeita o legado deixado pelo ex-governador e até por Casagrande.

O ex-governador do PSB é o principal apoiador de Ricardo e quase onipresente na campanha do aliado.

"Tá pensando que acabou? Acabou nada", diz o jingle de Casagrande, cantado a plenos pulmões pelo próprio Ricardo Ferraço.

O emedebista apresenta-se como uma continuidade da gestão do socialista, mas "Agora é o futuro", como diz o nome da coligação composta por MDB, PSB e demais partidos que subiram no palanque da dupla.

Casagrande empresta, ou tenta emprestar, carisma a Ricardo numa estratégia umbilical que tem pontos positivos e negativos.

O governo do socialista foi bem avaliado. Mas se os eleitores quiserem mesmo assim uma mudança de ares, considerando os quase 24 anos de Hartung e Casagrande à frente do Palácio Anchieta, Ricardo pode não ser a figura ideal para representar tal renovação.

Ele é um político tradicional, tem 63 anos de idade. Exerceu o primeiro mandato eletivo aos 19, como vereador de Cachoeiro de Itapemirim (1983 a 1988).

Pazolini, por sua vez, pode tentar se mostrar como opção de renovação, mas a aliança estreita que fez com o senador Magno Malta (PL), que não tem nada de novo, deixa um flanco exposto.

Além disso, a mudança como fim em si mesma desperta o discurso contra "ameaça" e "risco" , aliás, já adotado por alguns aliados de Ricardo em relação a Pazolini.

Não à toa, o ex-prefeito garante que vai "preservar conquistas", se eleito.
Victor Buaiz entre Paulo Hartung e Renato Casagrande, em 1995 Evaristo Borges
NOS IDOS DE 1994

Um adendo: na eleição de 1994, o nome de Casagrande também apareceu na corrida pelo Palácio Anchieta, mas não como candidato a governador e sim como vice de Vitor Buaiz (PT).

Os dois foram eleitos.

Em 1998, Buaiz, já rompido com o PT e desgastado politicamente, não disputou a reeleição. 

Casagrande lançou-se na corrida.

Mais colunas de Letícia Gonçalves 

Do Ignacio ao Inácio: Helder aposta no "Time do Lula" na corrida pelo governo do ES

Mais uma baixa: Aridelmo Teixeira sai do PSD

Após tensão, PP dá aval a Marcus Vicente como suplente de Rose de Freitas

Entenda por que o número de candidatos a deputado federal caiu no ES

Bet Eleitoral: as apostas que errei e acertei no Espírito Santo

O que mais pesou na escolha dos vices de Pazolini e Ricardo

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Jovem assistindo aula no notebook - videoaula
Senac-ES abre 260 vagas gratuitas em cursos técnicos a distância
Papo de Eleições discute as principais movimentações políticas do período eleitoral.
Papo de Eleições destaca encolhimento do PSD e influência do PL na chapa de Pazolini
Imagem BBC Brasil
Como julgamento de uma mãe acusada de matar os 3 filhos impulsiona o debate sobre psicose pós-parto

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados