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Expectativa na Caserna

Mudança em aposentadoria de PMs e bombeiros do ES deve sair em fevereiro

Projeto de lei vai ser encaminhado à Assembleia Legislativa pelo governo Casagrande, o que vai facilitar promoções na carreira de quem está na ativa

Publicado em 13 de Dezembro de 2022 às 02:10

Públicado em 

13 dez 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

No segundo turno da campanha à reeleição, em outubro, o governador Renato Casagrande (PSB) anunciou que enviaria à Assembleia Legislativa um projeto de lei para alterar as regras de aposentadoria de policiais e bombeiros militares do Espírito Santo.
A mudança faria com que eles pudessem se aposentar mais cedo, o que abriria vagas no quadro da ativa, facilitando as promoções dos que estão na carreira.
Tinha gente já fazendo as contas e imaginando ser promovido até o Natal deste ano. O projeto, entretanto, ainda não foi encaminhado ao Legislativo estadual.
De acordo com o secretário estadual de Governo, Álvaro Duboc, já anunciado como futuro titular da pasta de Economia e Planejamento, falta a conclusão de um trâmite na Procuradoria-Geral do Estado, mas a promessa vai ser cumprida.
"A Procuradoria já se manifestou pela viabilidade jurídica do pedido, mas ainda não formalizou, falta essa formalização para que a gente possa encaminhar à Assembleia", afirmou à coluna, nesta segunda-feira (12). 
De acordo com o governo, o texto deve ser enviado em fevereiro, quando a Casa já vai estar composta pelos deputados eleitos e reeleitos este ano.
"Vamos antecipar algumas aposentadorias em alguns meses. O impacto deve ser de R$ 40 milhões, R$ 50 milhões", complementou Duboc.
"Nossa Procuradoria entendia que nossa regra está correta, mas houve uma reivindicação muito grande dos militares para que a gente alinhasse a legislação estadual ao que está previsto na lei federal do regime previdenciário dos militares. O primeiro passo foi entender o impacto disso, então pedimos ao IPAJM que fizesse o cálculo atuarial disso. Depois passou pela Secretaria de Gestão e Recursos Humanos e está na PGE", resumiu o secretário.
COMO É E COMO VAI SER
A regra de transição prevê que os militares que estão na ativa precisam cumprir pedágio de 17% em relação ao tempo que faltar para atingir o tempo mínimo de serviço de 30 anos, reduzindo a expectativa de tempo de serviço restante para quem ingressou antes de 2007.
Reformas anteriores estabeleceram que quem ingressou na carreira militar antes de 2007 e aderiu à remuneração por subsídio aumentaria seu tempo de serviço por meio de um pedágio de 50%. Já para aqueles que ingressaram a partir de 2008, o tempo de serviço passou a ser fixado em 35 anos.
Mas, em 2019, com a Reforma da Previdência dos Militares da Forças Armadas e Forças Auxiliares, a regra foi unificada e todos passaram a trabalhar 35 anos, implantando-se uma regra de transição, com pedágio para a aposentadoria de 17% sobre o tempo restante para a aposentadoria aos 30 anos de serviço.
Se um profissional tivesse 28 anos de serviço, por exemplo, precisaria cumprir mais dois anos e pagar um pedágio de 17% sobre esse período. 
Pelas regras atuais, um militar que aderiu ao sistema de subsídios precisaria ficar quase três anos a mais trabalhando.
"Na prática, a mudança nos critérios aposentaria quase duas turmas de oficiais e várias turmas de praças, o que possibilitaria diversas promoções", avaliou um militar consultado pela coluna.
O Projeto Político Militar, formado por integrantes de associações de classe de PMs e bombeiros, chegou a apoiar o adversário de Casagrande, o bolsonarista Manato (PL), na corrida pelo Palácio Anchieta.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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