Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Letícia Gonçalves

"Não há razão para a federação sair", diz Casagrande sobre disputa por vaga de vice de Ricardo

Ex-governador é o principal aliado do emedebista e considera "natural" que haja divergência entre apoiadores

Publicado em 28 de Julho de 2026 às 16:40

Públicado em 

28 jul 2026 às 16:40
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Renato Casagrande e Ricardo Ferraço na convenção do PSB
Renato Casagrande e Ricardo Ferraço na convenção do PSB Rodrigo Zaca/Divulgação
A base aliada ao governador Ricardo Ferraço (MDB) e ao ex-governador Renato Casagrande (PSB) está dividida. O pomo da discórdia é a vaga de vice de Ricardo, que é pré-candidato à reeleição.

Há quem diga até que corre o risco de a superfederação formada por Progressistas e União Brasil (União Progressista) retirar o apoio ao emedebista e ao socialista, candidato ao Senado. Isso se o governador não escolher um nome indicado pela dupla de partidos para compor a chapa.

Casagrande afirmou à coluna nesta terça-feira (28), porém, que não tem dúvidas quanto à fidelidade dos aliados do Progressistas e do União.

> Quer receber as publicações da coluna Letícia Gonçalves em primeira mão pelo WhatsApp? Clique aqui 

"Não há razão para isso (uma eventual debandada da federação). Construímos juntos as chapas de federal e estadual, construímos tudo juntos."

Não tenho nenhuma dúvida em relação à posição da federação. Já declarou apoio ao Ricardo e a mim

Renato Casagrande (PSB) Ex-governador do ES e candidato ao Senado

A federação indicou vários nomes para vice de Ricardo. Até agora, não emplacou nenhum.

Nos bastidores, a União Progressista se irritou com o recente movimento capitaneado pelos prefeitos de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos (PSB), e de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), de tentar alçar o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT) a vice.

"É natural que haja divergência numa aliança ampla como a nossa.
Não tem nenhuma anormalidade nisso", minimizou Casagrande.

"É preciso uma equação que fortaleça e não que enfraqueça o nosso grupo", exortou o ex-governador.

"A escolha do vice é algo muito pessoal, do Ricardo, ouvindo os aliados E ele fará a melhor escolha. As pessoas podem ter tranquilidade e paciência", completou.

Se todo mundo estiver interessado na construção coletiva e no fortalecimento do Ricardo, é preciso confiar no Ricardo

Renato Casagrande (PSB) Ex-governador e candidato ao Senado

A federação declarou apoio a Ricardo e a Casagrande com a expectativa de que teria um lugar na chapa majoritária (vice ou Senado).

Ricardo não cravou isso, mas deu sinais públicos ao afirmar que os novos aliados têm "tamanho" para ocupar o espaço e seriam protagonistas na eleição.

O presidente da União Progressista, deputado federal Da Vitória (PP ), entretanto, decidiu não disputar o Senado e não indicar mais ninguém para o posto.

Mas, para vice, sim. 

Dessa forma, vários nomes foram sugeridos: os deputados federais Amaro Neto (PP) e Messias Donato (União Brasil), o vereador de Vitória Camillo Neves (PP); o empresário Rodolfo Mai (PP) e a ex-servidora da Assembleia Legislativa Joelma Costalonga (União).

Na prática, os deputados federais não estão realmente "para jogo". A federação não quer desfalcar a chapa de candidatos a federal. Messias e Amaro vão disputar a reeleição.

Os demais nomes, na avaliação de aliados que não integram o PP nem o União, não têm a densidade eleitoral necessária.

Traduzindo: não teriam votos suficientes, principalmente na Grande Vitória, onde Ricardo mais precisa.

Por isso, alguns prefeitos, como Enivaldo e Euclério, tentam carimbar Vidigal na vice.


Casagrande, principal aliado de Ricardo, não expressou preferência por nenhum dos nomes.

O Podemos também está no páreo, com o ex-comandante da Polícia Militar Douglas Caus, a ex-prefeita de Vitória Capitã Estéfane, o jornalista Philipe Lemos e o vereador de Vila Velha Renzo Mendes.

Veja Também 

O vice-governador Ricardo Ferraço e o prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini

Ideologia X Alucinação: as estratégias de Pazolini e Ricardo na corrida pelo governo do ES

Máscaras de Ricardo Ferraço e Renato Casagrande

Aliados de Ricardo e Casagrande querem o PSD, só não sabem o que fazer com Hartung

A convenção do MDB está marcada para o dia 5 de agosto. A da federação, também. É o último dia do prazo para registrar em ata os nomes dos candidatos lançados pelos partidos e os apoios empenhados.

Estamos, portanto, na reta final das definições.

Ainda é possível adiar mais, até o dia 15, se as atas das convenções delegarem às Executivas estaduais das respectivas siglas a batida do martelo.

Isso, contudo, faria o grupo de Ricardo e Casagrande "sangrar" por mais tempo.

E daria oportunidade a uma eventual reviravolta.

A federação flertou por um bom tempo com o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), adversário de Ricardo, antes de subir no palanque do governador.

Na segunda-feira (27), Da Vitória e Marcelo Santos, presidente do União Brasil, reuniram-se com o deputado federal Evair de Melo, ex-filiado ao PP que migrou para o partido de Pazolini.


Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Os EUA estão mesmo ficando sem armas na guerra contra o Irã?
Imagem BBC Brasil
A ácida crítica de tradutora de 'A Odisseia' à versão de Christopher Nolan no cinema
Hacker; crime virtual; crime eletrônico
Criminosos virtuais: anonimato absoluto praticamente não existe mais

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados