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Eleições 2024

Neucimar desiste de disputar em Vila Velha. PP vai fazer uma escolha

Ex-prefeito diz que se sentiria "mais à vontade" para subir no palanque de Arnaldinho Borgo (Podemos) se vice não for do PSB

Publicado em 29 de Julho de 2024 às 16:41

Públicado em 

29 jul 2024 às 16:41
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Da Vitória e Neucimar
O presidente estadual do PP, deputado federal Da Vitória e o ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga Crédito: Divulgação/PP
O ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga (PP) desistiu de disputar o comando do Executivo municipal em 2024. Desde semana passada, ele já dava todos os sinais e os argumentos da decisão que foi anunciada oficialmente nesta segunda-feira (29) em reunião com candidatos a vereador do Progressistas e com o deputado federal Da Vitória, presidente estadual do partido.
O PP vai subir no palanque do atual prefeito, Arnaldinho Borgo (Podemos), ou no de Coronel Ramalho (PL). O martelo deve ser batido antes do próximo sábado (3), quando vai ser realizada a convenção municipal.
"Até pela dificuldade que temos de dialogar com o PL em outros municípios, é mais provável que o PP fique com Arnaldinho. Mas eu, pessoalmente, externei ao Da Vitória que ficaria mais à vontade para pedir votos para o Arnaldinho se o vice na chapa não fosse do PSB, pois sou mais voltado à direita", afirmou Neucimar à coluna.
O ex-prefeito não vai ser candidato a nenhum cargo este ano, o que não quer dizer que não vá participar do processo eleitoral pedindo votos. Aliás, o filho dele Lucas Fraga é pré-candidato a vereador pelo PP.
Da Vitória esteve com o prefeito de Vila Velha no domingo (28) e conversou com Ramalho por telefone nesta segunda.
O PP pleiteia ocupar a vaga de vice, embora não coloque isso como condição para fechar uma parceria.
"Temos uma relação muito boa com Arnaldinho. Penso que possamos estar juntos com Arnaldinho na majoritária", afirmou o presidente estadual do Progressistas ainda na noite de domingo.
"Não temos uma definição do itinerário a percorrer", ressaltou Da Vitória, já nesta segunda-feira. Ou seja, apoiar Ramalho também é uma possibilidade.
Da Vitória sugeriu Coronel Roger, da reserva da Polícia Militar, como vice. 
No PP de Vila Velha, as pré-candidatas a vereadora Sandra Freitas e Maria Alves, segundo Neucimar, também se colocaram à disposição. "Doutor Hércules prefere ser candidato a vereador", complementou.
A palavra da Executiva estadual, ou seja, de Da Vitória, é a que mais vai pesar na hora de decidir entre Arnaldinho e Ramalho. "Todo mundo abriu mão da escolha pessoal", contou o ex-prefeito.
Mas isso não quer dizer que vai haver consenso. Nem todos os candidatos a vereador apoiam o atual prefeito. Heliosandro Mattos, que vai disputar a reeleição à Câmara Municipal, por exemplo, faz oposição ao candidato do Podemos.
Arnaldinho já conta com o apoio de 12 partidos. Ramalho, por enquanto, conta apenas com o PRTB.
O atual prefeito tem ainda o apoio explícito do governador Renato Casagrande (PSB). E um dos possíveis vices dele é, justamente, do partido do chefe do Executivo estadual, o ex-secretário municipal Cael Linhalis.
O presidente da Câmara, Bruno Lorenzuti (MDB), também está no páreo para compor a chapa com o prefeito.
"Minha prioridade é o PP ter um candidato a vice, o que é um pleito legítimo. Talvez seja até uma saída para o prefeito, que hoje está entre dois nomes. Ele teria uma terceira via", sugeriu Da Vitória.
FALTA DE RECURSOS
Neucimar já havia afirmado à coluna que a falta de recursos para fazer campanha foi o fator primordial para a desistência. O PP aportaria R$ 800 mil na eleição de Vila Velha, valor a ser dividido pelo candidato a prefeito e pelos 22 candidatos a vereador.
O partido estava isolado, sem siglas com as quais coligar na corrida pela prefeitura e enfrentaria o favoritismo de Arnaldinho, o que foi admitido pelo próprio Neucimar.
Por isso, pensando no partido, deixo a disputa para dar melhores condições para a chapa proporcional.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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