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Letícia Gonçalves

O time de Ricardo Ferraço nas eleições de 2026

Candidato à reeleição foi oficializado em convenção pelo MDB e conta com muitos apoios. Mas transferência de votos não é ciência exata

Publicado em 06 de Agosto de 2026 às 12:40

Públicado em 

06 ago 2026 às 12:40
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

MDB lança candidatura de Ricardo Ferraço ao governo e de Rose de Freitas ao Senado em convenção
Arnaldinho Borgo (PSDB), Ricardo Ferraço (MDB) e Euclério Sampaio (MDB) Ricardo Medeiros

O palanque do governador Ricardo Ferraço (MDB), que disputa a reeleição, é o mais amplo entre os candidatos ao governo do Espírito Santo. Com a máquina na mão e o apoio onipresente do ex-governador Renato Casagrande (PSB), o emedebista conseguiu reunir diversos partidos e lideranças políticas.


Ricardo credita isso a "capacidade de diálogo"  e "humildade". Pode ser, mas o fato de estar à frente do Palácio Anchieta, por si só, já garantiu a adesão da maioria dos prefeitos.

Via de regra, os chefes de Executivos municipais querem ficar "bem na fita" com o governador, seja qual for. Afinal, as prefeituras recebem, além dos repasses obrigatórios, verbas discricionárias como as que são enviadas por meio de convênios com a administração estadual. 

A convenção estadual do MDB, que oficializou a candidatura de Ricardo, foi realizada em Cariacica. Lá, o anfitrião é o prefeito Euclério Sampaio, presidente estadual do MDB e um dos principais escudeiros do governador.

Arnaldinho Borgo (PSDB), de Vila Velha, após tentar ser ele mesmo candidato ao governo, converteu-se em cabo eleitoral de Ricardo e marcou presença na convenção do MDB.

Wanderson Bueno (Podemos), de Viana, vai elaborar o plano de governo do emedebista.

Na Serra, Weverson Meireles (PDT) também está no time de Ricardo. Com o reforço do ex-prefeito Sérgio Vidigal (PDT). Se dependesse de Euclério, aliás, o vice de Ricardo seria Vidigal, mas o experiente pedetista refutou a ideia.

O que nos remete ao parceiro de chapa de Ricardo, outro jogador, literal e figurativamente falando. 

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O vereador de Vitória Camillo Neves (PP) foi o escolhido como vice. O nome até surpreendeu aqueles que não acompanharam as indicações feitas pela federação União Progressista.

Mas foi graças à força da chamada superfederação que Camillo ficou com a vaga. 

A chapa de Ricardo é composta também pela ex-senadora Rose de Freitas (MDB), candidata mais uma vez ao Senado.

Mas o principal esteio da candidatura de Ricardo Ferraço é mesmo Casagrande, candidato ao Senado número um da chapa.

O jingle de campanha do ex-governador "tá pensando que acabou? Acabou nada" serve também para o candidato ao governo.

Em termos administrativos e políticos, um representa a continuidade do outro. "No mesmo rumo e no mesmo ritmo", como Ricardo repete sempre.

Isso é uma faca de dois gumes.

Para quem está satisfeito com o rumo e o ritmo, votar em outro candidato soa arriscado.

Já quem prefere a mudança, às vezes mesmo sem estar muito insatisfeito, pode se incomodar com a história de "acabar nada".

TRANSFERÊNCIA

Outro ponto de atenção já foi detectado pelos próprios apoiadores de Ricardo. O governador é mais forte, em intenções de voto, no interior do Espírito Santo do que na Grande Vitória.

Mesmo com o endosso quase unânime dos prefeitos da região metropolitana. 

Transferência de votos não é ciência exata. 

Não necessariamente quem simpatiza com Casagrande vai olhar para Ricardo com os mesmos olhos.

Mas, via de regra, apoio é melhor ter do que não ter.

No palanque do emedebista estão, além do próprio partido, PSB, Podemos, União Brasil, Progressistas, Agir, PDT, PSDB, Cidadania, PRD e Solidariedade.

Isso se reflete também em um exército de potenciais cabos eleitorais, que são os candidatos a deputado federal e deputado estadual de cada uma dessas siglas.

Parlamentares que disputam a reeleição também estão com Ricardo, a exemplo de Da Vitória e Amaro Neto, do PP, Messias Donato e Marcelo Santos, do União Brasil, e Gilson Daniel, do Podemos.

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Letícia Gonçalves

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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