Já tratamos aqui que, em um primeiro momento, a aliança entre o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (recém-filiado ao PSB) e o ex-presidente Lula (PT) significava menos chances de o senador Fabiano Contarato (PT) ser realmente candidato ao governo do Espírito Santo. Isso porque a aliança entre as duas siglas poderia envolver contrapartidas nos estados. O PSB quer que o PT retire a pré-candidatura de Contarato e apoie a reeleição do governador Renato Casagrande (PSB). Apesar da dobradinha, a federação entre os dois partidos não se confirmou. Se essa hipótese prosperasse as duas siglas estariam "amarradas" por quatro anos e nem haveria como disputarem entre si por aqui. Mas a união vai se dar apenas entre PT, PCdoB e PV. O PSB ficou solto por temer tornar-se um coadjuvante do PT. E, como defendeu Casagrande, por ser um partido de porte médio, poderia sobreviver e ainda galgar mais espaços. Sem a federação, no entanto, não há barreiras legais ao lançamento de Contarato. Ouça a análise da comentarista Letícia Gonçalves.
CBN e a Politica - 12-04-22