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Eleições 2024

Sergio Majeski: "Não optei por candidato nenhum"

Ex-deputado estadual reafirmou que vai contribuir com Capitão Assumção (PL), em Vitória, com sugestões sobre a gestão da educação municipal, mas sem apoiar a eleição do amigo

Publicado em 29 de Julho de 2024 às 12:59

Públicado em 

29 jul 2024 às 12:59
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

O ex-deputado estadual Sergio Majeski
O ex-deputado estadual Sergio Majeski Crédito: Lucas S. Costa/Ales
O ex-deputado estadual Sergio Majeski (sem partido), como a coluna mostrou, vai colaborar com Capitão Assumção (PL), candidato a prefeito de Vitória, com sugestões no tocante ao tema da educação municipal. Tais sugestões devem ser incorporadas ao plano de governo do bolsonarista, que até agradeceu Majeski publicamente, no último sábado (27).
O ex-parlamentar, contudo, afirmou a esta colunista, ainda no sábado, que o auxílio não significa apoio eleitoral: "Não declarei apoio a ninguém, mas qualquer pessoa que me procurar para ajudar a elaborar um plano para a educação eu não terei problema nenhum em ajudar. Antes de qualquer coisa, tenho um compromisso enorme com a educação de qualidade e inclusiva".
A associação com o candidato do PL, ainda que pontual, não repercutiu bem. O ex-deputado, que até o início de junho era pré-candidato a prefeito da Capital pelo PDT, publicou um vídeo para reforçar que Assumção não é o nome que ele endossa na corrida eleitoral.
"Não tenho candidato. Não optei por candidato nenhum", asseverou, no vídeo postado no Instagram. Ele repetiu que, politicamente, discorda de Assumção em quase tudo, porém, os dois são amigos e tratam-se respeitosamente.
"Nunca me envolvi em discussões entre lulopetistas e bolsonaristas (...) Qualquer candidato que tivesse me procurado pedindo para ajudar com sugestões de propostas reais para a educação eu teria ajudado. Poderia ser o João (Coser), a Camila (Valadão), o Luiz Paulo... Inclusive, Capitã Estéfane (pré-candidata a prefeita de Vitória pelo Podemos) também me procurou."
Majeski creditou os questionamentos e ascríticas que recebeu a "títulos atravessados e de duplo sentido" publicados pela imprensa: "Não vou fazer campanha nem projeto de governo do Capitão Assumção. Aceitei apenas dar uma contribuição com sugestões, sem entrar em questões ideológicas".
"Não teria nenhuma lógica eu fazer um plano de governo para o Capitão Assumção".
Contribuir com sugestões, evidentemente, é auxiliar no plano de governo, não quer dizer que o ex-deputado vai escrever todo o programa e assinar embaixo.
É positivo o fato de Majeski não tornar toda discussão política um debate "lulopetista ou bolsonarista".
Aliás, a política brasileira, principalmente em meio a um pleito municipal, fica ainda mais rasa quando esses termos ditam as percepções de agentes políticos e de eleitores.
Mas escolhas, posicionamentos e contribuições têm, sim, carga ideológica e eleitoral, ainda que de forma indireta.
Ao anunciar que vai contar com conselhos de Sergio Majeski, por exemplo, Assumção suaviza a própria imagem, muito atrelada ao bolsonarismo radical.
E Majeski, ao contribuir com dicas sobre a gestão da educação municipal, auxilia o candidato do PL também nesse rebranding.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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