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Eleições 2026

Uma má notícia para quem quer o apoio do PL no ES

Presidente nacional da sigla proibiu apoio a pré-candidatos de outros partidos

Publicado em 15 de Agosto de 2025 às 13:56

Públicado em 

15 ago 2025 às 13:56
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Valdemar Costa Neto durante evento do PL-ES em Vila Velha
Valdemar Costa Neto em 2024, durante evento do PL-ES em Vila Velha Crédito: Renato Paoliello Filho
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), está em busca de apoios para disputar o governo do Espírito Santo em 2026. Um dos principais flertes é com o PL, partido do ex-presidente da República Jair Bolsonaro.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, entretanto, baixou uma resolução que proíbe mandatários filiados ao partido de endossarem pré-candidatos de outras siglas. Isso quer dizer que vereadores, deputados e prefeitos do PL, por exemplo, não podem subir no palanque de Pazolini.
Ao menos não por enquanto. Pode ser que a regra tenha sido imposta apenas para centralizar decisões, ou seja, para que o aval a determinado pré-candidato seja concedido apenas após a bênção das direções nacional e estadual do PL em cada unidade da federação, evitando assim arroubos individuais de filiados.
No Espírito Santo, por ordem do senador Magno Malta, o PL isolou-se nas eleições de 2024, fez poucas coligações e deu as costas até mesmo a partidos de direita ou centro-direita, como o Republicanos.
Depois do resultado do pleito, que não foi bom para o PL, Magno, presidente estadual da legenda, reconsiderou. Ele se reaproximou do Republicanos e do Progressistas (PP).
Em nenhum momento, porém, o senador declarou apoio à pré-candidatura de Pazolini ao governo. Aliás, o PL não descarta lançar um nome próprio ao Palácio Anchieta no ano que vem.
Mas é comum que partidos façam balões de ensaio a mais de um ano das eleições.
Em 2022, o PL concorreu ao governo e chegou ao segundo turno, com Carlos Manato. Em 2024, disputou a Prefeitura de Vitória contra Pazolini, com Capitão Assumção, que teve um desempenho tímido.
A resolução assinada por Valdemar Costa Neto acende um sinal amarelo para as relações entre PL e Republicanos, mas não as inviabiliza.
"SÓ FALTA IR ÀS RUAS COM OS PATRIOTAS"
Em Vitória, o partido de Bolsonaro tem dois vereadores.
Um deles, Armandinho Fontoura, já faz discursos elogiosos a Pazolini e parece bem integrado à base aliada, embora o partido, oficialmente, não faça parte do time pazolinista.
"Minha posição como membro do Partido Liberal é seguir a liderança do nosso presidente Senador Magno Malta. Natural que o partido tenha um direcionamento nacional, isso chama-se coesão", afirmou Armandinho, em nota enviada à coluna.
"O prefeito Pazolini é pré candidato a governador pelo republicanos, eu fiquei muito feliz que ele se manifestou publicamente quando provocado por mim na última prestação de contas dizendo que é um político de Direita. Em seguida se manifestou a favor da anistia em evento na Câmara de Vitória".
"Só falta ir às ruas com os patriotas no 7 de setembro", convocou o vereador.
"Sobre a questão de apoio partidário, ele está dialogando constantemente com o senador Magno Malta que é quem irá definir o caminho do PL."
O outro vereador do PL na Capital é Dárcio Bracarense, que se comporta mais como um opositor do prefeito. 
"A decisão (do PL nacional) foi mais que acertada. O PL é hoje um partido conservador que tem pautas inegociáveis: a defesa dos valores cristãos, da família, da pátria e, sobretudo, da liberdade. Em Vitória, por exemplo, o prefeito não se posiciona de forma direta quando perguntado sobre agendas progressistas de ONGs que atuam nas escolas de Vitória", afirmou.
"Sobre os presos do 8 de janeiro, Pazolini fala em 'proporcionalidade de penas', não em anistia — quando temos pessoas nem estiveram na Esplanada dos Ministérios e seguem em cárcere. Entendi a resolução como um aviso: "Para ter o nosso apoio é preciso sair de cima do muro", completou Bracarense.
Magno Malta também foi procurado, por meio da assessoria de imprensa do senador, mas não se manifestou sobre a resolução do PL nacional. 

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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