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Mobilidade

Av. Vitória renovada mostra solução para a ciclovia da Praia do Canto

A comprovação da viabilidade dessa nova ciclovia na Capital me leva novamente a trazer à tona a questão da ciclovia da Avenida Rio Branco, que os moradores já tinham rejeitado anteriormente. Agora será possível?

Publicado em 28 de Julho de 2020 às 05:00

Públicado em 

28 jul 2020 às 05:00
Luiz Carlos Menezes

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Luiz Carlos Menezes

luizcarlos@metronengenharia.com.br

Avenida Vitória já está ficando de cara nova com o andamento das intervenções
Avenida Vitória já está ficando de cara nova com o andamento das intervenções e a ciclovia Crédito: Leonardo Silveira/Prefeitura de Vitória
Graças a um projeto bem elaborado, a Capital está ganhando mais uma ciclovia – a da Avenida Vitória -, cuja remodelação será uma boa contribuição para a mobilidade metropolitana.
Esta obra veio reafirmar o óbvio: que na engenharia a boa qualidade do projeto é requisito primordial. E, quando se trata de intervenção viária, em que as circunstâncias geralmente não são favoráveis, é essencial um meticuloso estudo para identificação da alternativa mais adequada, seguida de um projeto aprimorado.
Os projetistas dessa obra, diante das limitações geométricas da via e de um canteiro central com pouca largura, souberam fazer um bom trabalho de planejamento e encontrar a solução mais adequada: ciclovia no canteiro com preservação das árvores.
A comprovação da viabilidade dessa ciclovia – ressalte-se, onde o canteiro estreito parecia não comportá-la – me leva a trazer novamente à tona a questão da ciclovia da Avenida Rio Branco.
Os moradores da Praia do Canto, ao rejeitarem a ciclovia que ocuparia uma das faixas daquela avenida, estavam cobertos de razão! Seria subordinar o bairro e sua boa concepção urbanística à ciclovia, e não a ciclovia ao bairro.
Faltou um projeto mais elaborado, específico para aquela avenida. Eram vários os inconvenientes de se colocar uma ciclovia meramente padrão sobre uma das faixas da avenida: (1) Dificultaria o acesso dos carros dos moradores às garagens; (2) Em consequência, represaria o tráfego na avenida; (3) Seriam eliminadas 90 vagas de estacionamento; (4) Causaria desarmonia urbanística na avenida, que ficaria com uma pista mais estreita do que a outra; (5) A ciclovia ficaria fora do eixo do seu prosseguimento em Santa Lúcia, o que obrigaria os ciclistas a atravessarem cinco pistas de carros para alcançar aquele bairro (muito mais perigoso).
Conforme estudo que apresentei à prefeitura, o canteiro central da Avenida Rio Branco – bem mais largo do que o da Avenida Vitória (antes da obra) – comporta uma excelente ciclovia, sem prejudicar a principal avenida do bairro. Ou seja, além de uma obra viável, é a opção preferida da maioria dos moradores.
Um bom projeto, todavia, é essencial: com mapeamento de todas as árvores para adequar o traçado da ciclovia a sua preservação, ajustes no canteiro e reposicionamento do meio-fio, como foi feito nas ciclovias de SP – e agora na Avenida Vitória.
Se o futuro prefeito assim decidir, a Praia do Canto terá uma ciclovia ainda melhor do que a da Avenida Vitoria. Ganharão todos: a cidade, o bairro, moradores e ciclistas.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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