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Aquecimento

Cenário otimista para mercado imobiliário do ES também no verão

Nos meses de verão, a tendência de vendas de imóveis no Espírito Santo é de desaquecimento parcial, um padrão que, felizmente, vem mudando nos últimos três anos

Publicado em 26 de Fevereiro de 2024 às 01:59

Públicado em 

26 fev 2024 às 01:59
Mercado Imobiliário

Colunista

Mercado Imobiliário

hubimobi@redegazeta.com.br

Vista aérea das obras do Cais das Artes em Vitória
Imagem aérea de Vitória Crédito: Cleferson Comarela
*Flávio Dantas
Nos meses de verão, a tendência de vendas de imóveis no Espírito Santo é de desaquecimento parcial. Isso se deve, principalmente, ao fato da maioria dos potenciais clientes, nesta época, estarem em busca de lazer com as famílias, entre outras prioridades. Um padrão que, felizmente, vem mudando nos últimos três anos, com registro de ótimas vendas nos meses em dezembro, janeiro e fevereiro.
Cenário inverso – de alta demanda - ocorre com as locações residenciais por "temporada" ou mesmo por contratos anuais. Nesta época do ano, a procura por imóveis para aluguel registra significativo aquecimento, em especial nas cidades litorâneas.
Já nas regiões de montanha, há, de forma geral, um pequeno desaquecimento, tanto nas vendas quanto nas locações, mesmo por temporada, uma vez que a preferência das famílias, nesta época, recai sobre o litoral (principalmente as praias mais famosas).
Mas cabe, aqui, um adendo: com a valorização de Pedra Azul, Santa Teresa e Domingos Martins e o crescimento dos serviços de alimentação e entretenimento nestas regiões, muitos turistas capixabas e até de outras partes do Brasil estão buscando estes locais para se divertir e descansar em suas férias.
Considerando que o Espírito Santo segue firme na sua consolidação como destino turístico de primeira linha, a expectativa é de que os segmentos de venda e aluguel sigam aquecidos nos 12 meses do ano. Seja para uso tradicional de moradia, seja para temporada de férias.
Isso porque, cada vez mais, o Estado oferece atrativos para públicos de diferentes idades e poder aquisitivo. Em meio às nossas belas praias e montanhas, eles encontram serviços gastronômicos de excelência e muitas festas, entre outras opções de lazer.
Assim, para a temporada de verão 2024, a expectativa das empresas do mercado é de superprocura, mesmo com os aluguéis tendo uma ótima valorização, em comparação com o verão passado. Em algumas praias, como Meaípe, Enseada Azul (Guaibura, Peracanga e Bacutia), as ofertas já estão bem escassas.
Em relação ao investimento, o valor dos aluguéis depende, principalmente, do tipo, localização/situação geográfica, número de quartos e acessórios. Estes imóveis, geralmente, são alugados com todos os móveis, acessórios e utensílios domésticos, e variam de R$ 250 a diária (para um apartamento pequeno de quarto de sala) até mais de R$ 2.500 (casa com 04 quartos ou mais). Já em relação à tipologia, a preferência tem sido por apartamentos de 02 e 03 quartos, embora as residências ainda mantenham forte adesão do público.
Todo esse panorama evidencia o quanto o setor imobiliário capixaba tem se mantido em constante evolução, versátil e dinâmico diante das sazonalidades e das preferências dos consumidores. Uma resiliência que, aliada à diversidade de atrativos do nosso Estado, tende a projetar um futuro cada vez mais promissor para o mercado no Espírito Santo.
*Flávio Dantas, vice-presidente da Associação das Empresas Imobiliárias (Ademi-ES), diretor do Secovi-ES e diretor da Flávio Dantas Imóveis
Flávio Dantas é vice-presidente da Associação das Empresas Imobiliárias (Ademi-ES), diretor do Secovi-ES e diretor da Flávio Dantas Imóveis
Flávio Dantas é vice-presidente da Associação das Empresas Imobiliárias (Ademi-ES), diretor do Secovi-ES e diretor da Flávio Dantas Imóveis Crédito: Arquivo Pessoal

Mercado Imobiliário

Analises semanais do setor de imoveis com especialistas da Associacao das Empresas do Mercado Imobiliario (Ademi-ES), Conselho Regional de Corretores de Imoveis (Creci-ES) e Sindicato Patronal de Condominios (Sipces).

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