O latrocínio é a forma mais violenta do roubo, em que o criminoso mata para roubar. Um crime que investe contra o patrimônio e que despreza o maior bem jurídico tutelado pela legislação: a vida. A Lei nº 8.072/1990 inclui o latrocínio no rol dos crimes hediondos. A pena prevista para esse crime de matar para roubar é de 20 a 30 anos de reclusão no Código Penal brasileiro. Pouco, considerando que em muitos Estados norte-americanos a pena é perpétua ou de morte.
Infelizmente, no Espírito Santo a escalada de latrocínios já pode ser considerada uma crise. Em 2019, foram registrados 25 latrocínios. Já em 2020, foram mortas 39 pessoas em roubos. E, em 2021, foram 43 cidadãos e cidadãs capixabas que tiveram suas vidas ceifadas por criminosos em assaltos. Comparando o resultado de 2021 com o de 2019, houve um aumento de 72% nas ocorrências. Isso significa que no último ano, a cada oito dias, ocorreu um brutal crime como esse no ES, que vitimiza tanto em bairros periféricos como em bairros nobres.
O aumento dos latrocínios vem deixando os capixabas mais apreensivos a cada dia e com uma perturbadora sensação de que a qualquer momento poderemos ser vítimas de um crime tão devastador como esse. As notícias que acompanhamos pela imprensa chocam, mas devem servir de alerta para adotarmos medidas preventivas que podem evitar abordagens criminosas e poupar vidas.
Enquanto o poder público não consegue frear o aumento dos latrocínios no ES, nos resta cuidar de nós mesmos e de quem amamos. É preciso a compreensão de que o criminoso busca sempre menores riscos e melhores oportunidades. Portanto, o princípio básico das medidas preventivas é estar sempre preocupado em não gerar oportunidades para a ação covarde do bandido. A partir desse entendimento, relaciono cinco fundamentais “dicas” para diminuirmos as chances de nos tornarmos vítimas: