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Tecnologia

Cidades inteligentes: tendências do século XXI

As Smart Cities concatenam diversos sistemas automatizados e sensores eletrônicos para coletar dados e processá-los visando o gerenciamento otimizado do tráfego, transporte público, saneamento básico e consumo de energia em ambientes urbano

Publicado em 05 de Abril de 2023 às 00:01

Públicado em 

05 abr 2023 às 00:01
Pablo Lira

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Pablo Lira

pabloslira@gmail.com

Henri Lefebvre, o ilustre pensador da teoria urbana, já nos anos 1970 chamava atenção sobre o processo de urbanização em escala planetária. Em 1800, 1,7% da população do globo residia em cidades. No início do século XX esse indicador aumentou para 13%. Nos anos 2000, mais da metade da população global passou a residir em cidades, ou seja, o mundo se tornou mais urbano do que rural. Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) assinalam que até 2050 cerca de 70% da população mundial residirá em áreas urbanas.
A magnitude e a intensidade de tais números suscitam a seguinte questão: quais são as tendências do século XXI que nortearão a expansão de áreas urbanas nos próximos anos e décadas?
Sabemos que o fenômeno urbano não é sinônimo de harmonia e equilíbrio. São nas cidades que problemas sociais, econômicos e ambientais incidem com maior severidade. Todavia, o acelerado processo de urbanização mundial acontece concomitantemente ao desenvolvimento de avançadas tecnologias que estão transformando o cotidiano dos cidadãos que vivem a era da informação. A transformação digital pode ser o caminho para mitigar as desigualdades socioeconômicas e reduzir impactos no meio ambiente, possibilitando uma maior sustentabilidade.
Na contemporaneidade, o termo Cidade Inteligente (Smart City) representa uma orientação essencial para o desenvolvimento territorial e transformação digital mais sustentáveis. Tal conceito contribui com o planejamento e tomada de decisões inovadoras, sofisticadas, inclusivas e matriciais que utilizam tecnologias para mitigar e/ou resolver problemas urbanos, diminuindo desigualdades e vulnerabilidades, ampliando a resiliência e melhorando a qualidade de vida.
As Smart Cities concatenam diversos sistemas automatizados e sensores eletrônicos para coletar dados e processá-los visando o gerenciamento otimizado do tráfego, transporte público, saneamento básico e consumo de energia em ambientes urbanos. Além disso, as Cidades Inteligentes potencializam a transparência, controle, coesão social e gestão democrática.
Na semana corrente, essa tendência do século XXI é foco da 1ª Feira de Cidades Inteligentes do Espírito Santo (InovaES), que é promovida nos dias 4 e 5 de abril pela Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) e Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes). Um evento histórico que debate o futuro das cidades do Espírito Santo.

Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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