No último artigo da nossa coluna abordamos os resultados do Índice de Progresso Social (IPS) na escala das capitais brasileiras. Neste o nosso enfoque serão os estados e o Distrito Federal, as Unidades da Federação (UFs).
O IPS é um indicador que foi desenvolvido pelo pesquisador e professor Michael Porter da Harvard Business School. A primeira edição do índice foi lançada em 2014 em um evento internacional sobre empreendedorismo social.
O indicador sintético busca evidenciar a necessidade de combinar processo de crescimento econômico com o progresso social. Assim, o desenvolvimento sustentável, como alternativa para o progresso com melhor qualidade de vida para as populações, pode favorecer a mitigação da degradação ambiental, diminuição das desigualdades e redução dos conflitos sociais.
Com pioneirismo, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com outras organizações, divulgou recentemente o IPS 2024 que possibilita analisar as condições de qualidade de vida no Brasil, em seus 5.570 municípios e 27 Unidades da Federação (UFs).
Os princípios metodológicos que norteiam o IPS são os seguintes: métricas com foco em aspectos socioambientais, priorização de indicadores finalísticos e utilização de evidências científicas para orientar políticas públicas e estratégias sociais do setor privado.
O mencionado indicador sintético toma como referência três dimensões analíticas: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. Tais dimensões e o indicador sintético apresentam valores que são expressos em notas que variam de 0, indicando um nível de pior situação de progresso social, a 100, quando as melhores condições de qualidade de vida são alcançadas.
De fato, o IPS pode ser considerado uma medida de qualidade de vida. Atendendo ao objetivo desse artigo destacamos agora as 10 Unidades da Federação (UFs) com as melhores notas do Índice de Progresso Social e os 10 estados com os menores valores do indicador de qualidade de vida no contexto brasileiro.
As UFs com as melhores condições de prosperidade social foram Distrito Federal (71,25 pontos), São Paulo (66,25), Santa Catarina (64,24), Paraná (63,49), Minas Gerais (63,11), Goiás (62,79), Rio Grande do Sul (62,28), Rio de Janeiro (62,11), Mato Grosso do Sul (61,35) e Espírito Santo (61,21).
Do outro lado do ranking do IPS se destacaram com as piores situações os seguintes estados: Pará (53,20 pontos), Acre (55,31), Rondônia (55,67), Maranhão (55,72), Amapá (55,76), Roraima (56,83), Alagoas (57,42), Amazonas (57,83), Bahia (57,85) e Tocantins (58,23).
Assim como constatamos na perspectiva das capitais brasileiras, no último artigo deste espaço em A Gazeta, os resultados do IPS na escala dos estados evidenciam que as desigualdades regionais dos níveis de qualidade de vida se caracterizam, também, como desafios para a melhoria da prosperidade social no nosso país.