Em tempos de transformações tecnológicas, de inteligência artificial e novas competências digitais, é importante lembrar que nenhum avanço supera o valor humano de quem ensina. No dia 15 de outubro, celebramos o Dia do Professor, uma data que não se limita a homenagear uma categoria, mas convida à reflexão sobre o papel essencial da educação como motor do desenvolvimento nacional.
Em meus 25 anos atuando como docente, sinto-me realizado quando vejo meus alunos alcançando seus objetivos nas mais diversas áreas profissionais. Com quase 20 anos de docência no ensino superior, como professor da Universidade Vila Velha (UVV), é extremamente gratificante nas formaturas de final de ano ver a alegria dos nossos estudantes e seus familiares. Nesses momentos temos a certeza de que os professores são peças centrais de uma grande engrenagem que ajudam a transformar sonhos em realidades.
O professor é o elo entre o conhecimento e a sociedade. É quem desperta a curiosidade, forma o pensamento crítico e prepara cidadãos capazes de compreender o mundo e transformá-lo. Mas, concomitantemente, é também quem enfrenta, na ponta da educação básica, as desigualdades estruturais do país, escolas desiguais, baixos salários e o desafio de manter o entusiasmo diante de tantas adversidades.
A valorização docente deve ser encarada como estratégia de desenvolvimento, e não apenas como política setorial. Estados e nações que compreenderam isso conseguiram romper ciclos de pobreza e promover virtuosos ciclos de inovação. A Coreia do Sul, por exemplo, transformou-se em potência tecnológica, investindo, sobretudo, em seus professores. Não há crescimento sustentável sem base educacional sólida, e não há educação de qualidade sem professores respeitados e bem formados.
Tive o privilégio de ser aluno e, hoje, professor há quase duas décadas. A cada turma, percebo que ensinar é também aprender continuamente. É compreender novas linguagens, adaptar-se a diferentes realidades e entender que o ato de educar vai além da sala de aula, é um compromisso ético com o futuro. Como coordenador de pesquisa e como gestor público, vejo que as políticas educacionais precisam ser planejadas com foco estratégico, metas e indicadores que deem resultado real à sociedade.
Valorizar o professor não é apenas melhorar salários, embora isso seja essencial. É também garantir formação continuada, infraestrutura adequada, ambiente de respeito e reconhecimento social. É permitir que ele se sinta parte de um projeto de país que acredita no poder transformador da educação.
Neste 15 de outubro, mais que homenagens, o Brasil precisa reafirmar um pacto pela valorização docente. Investir em Professores é investir na soberania nacional, que tanto se debate hoje em dia. Afinal, são eles que formam os profissionais que constroem, protegem e inovam o país. O Professor pode ser considerado o arquiteto do futuro e o futuro que desejamos depende de quanto estamos dispostos a valorizá-lo hoje. Viva aos Professores de todo o Brasil!