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Avanços

Economia criativa se expande no Espírito Santo

Mais de 171 mil pessoas estavam trabalhando em atividades ligadas à economia criativa no Espírito Santo no 4° trimestre de 2022, o que equivale a 8,6% do total de pessoas ocupadas no estado, o 10° maior percentual entre os estados brasileiros.

Publicado em 12 de Abril de 2023 às 00:20

Públicado em 

12 abr 2023 às 00:20
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

pabloslira@gmail.com

Com base nos dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios - Contínua (PNAD-C), o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) publicou o Boletim da Economia Criativa referente ao 4º trimestre de 2022, que detalha um conjunto de indicadores na escala do Brasil e Espírito Santo.
A economia criativa é constituída por atividades da cultura, música, audiovisual, arquitetura, design, artesanato, comunicação, eventos, gastronomia, Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs), entre outros segmentos.
Mais de 171 mil pessoas estavam trabalhando em atividades ligadas à economia criativa no Espírito Santo no 4º trimestre de 2022, o que equivale a 8,6% do total de pessoas ocupadas no estado. Com esse resultado o ES evidenciou o 10º maior percentual de pessoas trabalhando nos segmentos criativos entre os estados brasileiros.
Aqueles com mais trabalhadores na economia criativa foram Rio de Janeiro (12,0%), São Paulo (11,4%) e Distrito Federal (10,0%). Na parte de baixo desse ranking, os estados com menor participação de segmentos criativos no mercado de trabalho foram Rondônia (6,6%), Tocantins (6,8%) e Acre (7,0%).
No 4º trimestre de 2022, o rendimento médio das pessoas que trabalham nos segmentos da economia criativa do Espírito Santo computou aumento de 4,9%, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, ficando em R$ 2.378,93. Com esse desempenho, o estado se classificou na 11ª posição no ranking dos maiores rendimentos médios. Os mais elevados rendimentos foram observados no Distrito Federal (R$3.874,08), São Paulo (R$3.847,68) e Santa Catarina (R$3.636,30). Os menores rendimentos da economia criativa foram contabilizados no Maranhão (R$1.374,70), Sergipe (R$1.478,45) e Bahia (R$1.529,61).
No último trimestre de 2022, o ES destacou uma participação de 33,4% de jovens, com idades entre 15 e 29 anos, nos segmentos da economia criativa, resultado acima da média brasileira (33,1%). Nesse mesmo período, a economia criativa capixaba apresentou um grau de informalidade do trabalho de 36,7%, abaixo da média nacional (44,0%).
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O boletim do IJSN traz um rico diagnóstico dos segmentos que compõem a economia criativa. Estamos vivendo a era da inovação e a gente vê aqui no estado um desempenho importante da economia criativa, especialmente nos segmentos das TICs, como a gamificação, o desenvolvimento de aplicativos e também soluções no campo das startups.
São empreendedores e empresas que se originam no Espírito Santo e estão fortalecendo o ecossistema da inovação e segmentos criativos, trazendo resultados positivos na geração de emprego e renda.

Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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