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Emprego

Taxa de desemprego do ES foi a 9ª menor entre os Estados

No primeiro trimestre de 2022, taxa ficou abaixo da média nacional (11,1%). Com um rendimento médio real de R$ 2.606,50, o Espírito Santo também se destacou com a 9° maior renda

Publicado em 13 de Julho de 2022 às 02:00

Públicado em 

13 jul 2022 às 02:00
Pablo Lira

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Pablo Lira

pabloslira@gmail.com

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) no Boletim do Mercado de Trabalho, a taxa de desemprego do Espírito Santo foi a nona menor entre os Estados brasileiros no primeiro trimestre de 2022.
Neste início de ano, a taxa de desemprego capixaba foi de 9,2%, ficando abaixo da média nacional (11,1%). Enquanto o Espírito Santo registrou 195 mil pessoas desocupadas com 14 anos ou mais de idade, o país apresentou mais de 11 milhões de pessoas nessa condição preocupante sob o prisma socioeconômico.
Com um rendimento médio real de R$ 2.606,50 no primeiro trimestre de 2022, o Espírito Santo também se destacou com a nona maior renda entre os Estados brasileiros, ficando acima da média nacional (R$ 2.548,06). O citado rendimento médio real habitual de todos os trabalhos no Estado evidenciou um aumento de +1,1% na comparação interanual. Enquanto isso, o rendimento médio do país apresentou redução de -8,6% nessa mesma base de comparação, o que amplia as adversidades dos trabalhadores brasileiros em meio a uma conjuntura com aumento contínuo da inflação.
No primeiro trimestre de 2022, o Espírito Santo contava com quase 2 milhões de pessoas ocupadas no mercado de trabalho, com 14 anos ou mais de idade. Desse total, 65,9% se caracterizavam como empregados, incluindo trabalhadores domésticos, 27,0% trabalhavam por conta própria, 4,7% eram empregadores e 2,4% estavam na classificação de trabalhador familiar auxiliar.
De acordo com a categoria do emprego, 55,7% do total de pessoas ocupadas no mercado de trabalho capixaba se enquadravam no setor privado com carteira assinada, 19,1% no setor privado sem carteira assinada, 17,0% no setor público e 8,2% se caracterizavam como trabalhador doméstico.
Com base na atividade econômica, 18,9% do total de pessoas ocupadas no Espírito Santo estavam trabalhando no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, 12,7% na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 11,7% na indústria geral, 11,4% na educação, saúde humana e serviços sociais, 11,1% no setor de informação, comunicação, atividades financeiras e imobiliárias e 7,2% na construção.
Com base nessas informações constata-se que o Espírito Santo destaca resultados acima da média nacional na geração de emprego e no rendimento médio real habitual de todos os trabalhos. Esse desempenho contribui ainda mais para a economia capixaba continuar apresentando tendência de crescimento acima da média.

Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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