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Futebol

Técnicos ganham "superpoderes" no futebol brasileiro

Nós mesmos rotulamos os treinadores como os donos do time, e esquecemos dos jogadores

Publicado em 16 de Maio de 2019 às 20:02

Públicado em 

16 mai 2019 às 20:02
Paulo Sergio

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Paulo Sergio Paulo Sergio

esportes@redegazeta.com.br

Há um bom tempo que estou querendo abordar um assunto que vem me incomodando: técnicos estão ganhando “superpoderes” ultimamente. É comum nos referirmos às equipes assim: “Flamengo de Abel, Fluminense de Fernando Diniz, Vasco da Gama de Vanderlei Luxemburgo, Santos de Jorge Sampaoli, etc... Desta maneira nós mesmos rotulamos os treinadores como os donos do time, e esquecemos dos jogadores. Eles mesmos se aproveitam da cobrança sobre os técnicos para se omitirem deixando toda solução na escolha de determinadas táticas e procedimentos para seus “professores”. 

O técnico Abel Braga já foi questionado no comando do Flamengo Crédito: Nayra Halm/Agência O Dia

Quantas vezes assistimos entrevistas no intervalo das partidas em que jogadores respondem aos repórteres: “Vamos ver o que o Professor vai falar para tentar reverter o resultado“. Será que eles mesmos dentro de campo já não tinham enxergado o problema e poderiam solucionar antes do intervalo? Claro que sim. Eu mesmo em diversas partidas já pedi a jogadores para trocar de posição durante o jogo e pasmem, às vezes nosso treinador nem percebia a mudança.

O exemplo mais clássico deste procedimento foi a troca de posições feita entre Clodoaldo e Gerson, à pedido deste, durante a Copa do Mundo no México em 1970 ainda no primeiro tempo da semifinal, quando o Brasil perdia para o Uruguai por 1 a 0. E foi graças à essa mudança que Clodoaldo marcou o gol de empate antes do fim da primeira etapa. Imaginem se os jogadores tivessem de esperar o intervalo para o técnico Zagallo fazer a mudança?

Pois bem, quero dizer que hoje está muito cômodo para os jogadores, afinal ficam esperando as ordens de seus treinadores sem eles mesmos tomarem a iniciativa de pelo menos conversar ou sugerir determinadas situações. Claro que o comando do técnico é importante, porém eles não podem ser os donos da verdade .

Até mesmo o saudoso Telê Santana, à quem considero como o melhor técnico com quem trabalhei, conversava com seus jogadores e em conjunto traçavam o melhor esquema para as partidas e nem por isso perdia a autoridade e o respeito de seus atletas.

Para o bem do futebol brasileiro, os jogadores poderiam ser mais atuantes deixando de lado um pouco a individualidade para exercerem o papel de líderes no grupo efetivamente em conjunto com seus treinadores. 

Copa do Brasil  

O Flamengo largou bem na primeira partida das oitavas de final vencendo com propriedade a equipe do Corinthians, em São Paulo. Foi um passo importante para a classificação pois com o resultado conquistado em São Paulo forçará, no Maracanã, o Corinthians sair do seu tradicional esquema defensivo abrindo os espaços para o time rubro-negro.

Fluminense e Cruzeiro fizeram um jogo bem igual e o empate foi o resultado merecido para as duas equipes. Aliás ficaram devendo um bom futebol, principalmente o Cruzeiro excessivamente defensivo na partida. 

Brasileiro Série D 

No sábado (18) talvez seja a partida mais importante para a equipe do Vitória na competição. Enfrentará, em casa, a Caldense, líder do grupo com dois pontos a mais e precisará mais do que nunca mostrar toda a sua força para começar a poder pensar em classificação.

Não será uma tarefa fácil para o Vitória, pois a boa equipe da Caldense, experiente e acostumada a enfrentar as partidas do Campeonato Mineiro, onde chegou até as quartas de final, está invicta na competição com duas vitórias conquistadas.

O Vitória, jogando no Salvador Costa, terá que ter cuidados defensivos para não dar espaços e ter a determinação de procurar o ataque durante toda a partida. O apoio de sua torcida como um elemento extra no jogo será fundamental.

Paulo Sergio

Paulo Sergio Paulo Sergio

Ex-goleiro de futebol brasileiro que atuou nas décadas de 1970 e 1980. Nos anos 1990 foi para o futebol de areia. Hoje atua como comentarista esportivo.

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