Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Capital do ES

Vitória, a aniversariante de setembro, é o que cada um de nós fazemos dela

Cada cidadão contribui de alguma maneira para desenhar a forma da sua cidade, de modo que ela é sempre um projeto coletivo
Tarcísio Bahia

Publicado em 

04 set 2025 às 05:00

Publicado em 04 de Setembro de 2025 às 08:00

“Quero ouvir! / Feliz aniversário / Envelheço na cidade / Feliz aniversário / Envelheço na cidade / Feliz aniversário / Envelheço na cidade / Feliz aniversário / Meus amigos, minha rua / As garotas da minha rua” (“Envelheço na cidade”, Edgard Pereira)
Todo aniversário merece ser comemorado, celebrado, festejado...
E não faz diferença se é aniversário de nascimento de uma pessoa, de casamento ou de fundação de uma cidade, que venha a festa!
Vitória completa mais um ano da sua longa existência e a esperança é que a cada ano a cidade avance em termos de qualidade de vida, afinal trata-se de uma das melhores cidades do país para se viver, de acordo com vários indicadores.
A configuração de cada cidade é resultado de uma ação coletiva dos seus habitantes ao longo do tempo. Cada cidadão contribui de alguma maneira para desenhar a forma da sua cidade, de modo que ela é sempre um projeto coletivo.
Contudo, toda cidade é também um ponto no território geográfico, de tal modo que as características geomorfológicas, ambientais e paisagísticas são determinantes na conformação do espaço urbano no qual as pessoas vivem e, deste modo, fazem a própria cidade.
Fundada em 1551, Vitória tem duas características que lhe dão um caráter especial: é uma capital insular (na verdade, trata-se de um arquipélago, mas com a maior parte da cidade ocupando a ilha justamente denominada Vitória) e possui diversos morros espalhados pelo seu território urbano. Daí que a presença do mar e da montanha, entre os quais encontram-se o conjunto edificado inserido pela ação humana, conforma uma significativa paisagem que é resultado do embate natureza versus civilização.
O Centro histórico da cidade – infelizmente um pouco esvaziado e deteriorado nos dias atuais – mostra a opulência do passado, apesar da heterogeneidade da arquitetura lá instalada.
Lá encontram-se monumentos de diversas épocas, como é o caso da Capela Santa Luzia e da Igreja Nossa Senhora do Rosário, ambas do período colonial. Do ecletismo, destacam-se o Theatro Carlos Gomes e a Catedral de Vitória, com sua arquitetura neogótica. O neoclássico pode ser observado no Mercado da Capixaba, recentemente restaurado, apesar de ainda com baixa ocupação.
Catedral de Vitória
Catedral de Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva
E até o modernismo se faz presente, com obras como o Jardim de Infância Ernestina Pessoa instalado no Parque Moscoso, projeto do arquiteto Francisco Bolonha, e a Rodoviária de Vitória, cujo autor é o arquiteto Carlos Maximiliano Fayet.
A partir dali a cidade se estendeu em duas direções, para leste com o projeto do Novo Arrabalde (hoje a região da Praia do Canto) do urbanista Saturnino de Brito, e para noroeste, primeiro no bairro Santo Antônio e depois, numa ocupação irregular, que se consolidou como a região de São Pedro.
Além da parte urbana insular, Vitória também possui uma boa extensão continental, localizada na porção nordeste do município. E é lá que estão instalados importantes equipamentos urbanos e instituições públicas, como o aeroporto, a Universidade Federal do Espírito Santo e o Porto de Tubarão.
Praia de Camburi, em Vitória
Praia de Camburi, em Vitória Crédito: Detran|ES
E em função da existência da parte insular, Vitória também precisou das pontes para se conectar com as regiões que a circunscrevem, inclusive com outros municípios. A primeira das ligações se deu através da ponte Florentino Avidos, também chamada de Cinco Pontes, que liga a cidade com a vizinha Vila Velha. Já na entrada da Baía de Vitória, encontra-se a maior das pontes, a Terceira Ponte, como é popularmente chamada, e isso, claro, se dá porque também há a Segunda Ponte, mas que se conecta tanto com Vila Velha quanto com Cariacica.
Além dessas três pontes da porção sul, Vitória ainda possui as pontes dentro da própria cidade: a da Ilha do Frade, a de Camburi, a Ayrton Senna e a da Passagem.
Se a geografia e a engenharia ajudaram na peculiar formação da paisagem cultural da cidade, cabe salientar que Vitória tem mantido um ótimo padrão em termos de qualidade de vida. E são vários os fatores que contribuem para tais resultados, mas não custa lembrar das boas gestões dos prefeitos que estiveram à frente da administração municipal nas últimas décadas, independentemente do partido político de cada um deles.
Graças ao bom desempenho em diversos indicadores, como é o caso do Ranking de Competitividade dos Municípios, recentemente divulgado em reportagem de A Gazeta, e no qual a cidade ficou em segundo lugar nacional, atrás apenas de Florianópolis, Vitória vai atraindo cada vez mais novas oportunidades de negócios, melhorando as condições da habitabilidade dos seus cidadãos, gerando um círculo virtuoso de desenvolvimento humano.
Então que ela se mantenha assim, respeitando sua história, criando um cenário positivo no presente e também olhando para o futuro, que certamente trará novos desafios.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Solange Couto e Alberto Cowboy deixam rivalidade de lado para criticar Ana Paula
Imagem de destaque
Babu e Milena tomam chamada da produção após tramarem contra rivais
Imagem de destaque
Como Vitória reduziu em mais de 50% os crimes violentos?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados