Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Política

Quer ser democrático? Ame as inconstâncias, respeite a diversidade e pratique o diálogo

Somos agentes políticos, e a concretização do ideal democrático, preconizado no 1° artigo da Constituição Federal de 1988, somente se efetivará quando assumirmos o papel de cidadãos na sua essência

Publicado em 28 de Outubro de 2024 às 01:30

Públicado em 

28 out 2024 às 01:30
Verônica Bezerra

Colunista

Verônica Bezerra

vcbezerra@gmail.com

Quinze dias antes do segundo turno das eleições municipais, uma pesquisa realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis, em parceria com o Ipec, revelou que 80% dos brasileiros não querem participar da vida política na cidade onde moram.
O dado, de denotada preocupação, revela a rejeição das pessoas a se aprofundarem na política, o que pavimenta o caminho para o surgimento de aventureiros, vazios de propostas, de acordo com o Jorge Abrahão, coordenador-geral do Ipec, curiosamente nesse momento em que assistimos a um show de horror, que muitos insistem em chamar, equivocadamente, de “fazer política”.
A necessidade de pensar a política para além, muito além, das eleições é urgente, e para tanto é preciso desmistificá-la. Não podemos tratar a política de forma rasa e rasteira, como num estádio de futebol.
Conceituar política não é uma tarefa fácil, considerando os diversos contextos em que precisamos pensar política. O ponto de partida é ter compreensão histórica de que a política existe para regular as relações da vida em sociedade, e sua existência é anterior à criação dos partidos políticos.
Em Norberto Bobbio, temos que a política é tudo o que se refere à cidade e, consequentemente, o que é urbano, civil, público, e até mesmo sociável e social. Ou seja, é preciso pensar a política como tudo aquilo que diz respeito a nós, a nossa cidade, ao nosso Estado, ao nosso país, e assim por diante.
A política é tudo. Por isso a importância de compreendermos e participarmos da vida política da sociedade a que pertencemos.
Os assuntos perpassados pela política, que é tudo em nossa vida, como já dissemos anteriormente, são extensos e complexos,  pelo fato de serem atravessados pelas subjetividades, mas também, e talvez principalmente, por ter a ver com a democracia.
Em uma primeira análise parece ser pacífico, no entanto, que é preciso compreender a dificuldade em lidarmos com a democracia, considerando sua contradição, inconstância e respeito às diferenças.
A política e a democracia são interligadas. A democracia contemporânea assegura a soberania popular, ou seja, o direito do povo, conforme a legislação vigente, e o processo de tomada de decisões.
democracia
Mãos erguidas pela democracia Crédito: pixabay
Somos agentes políticos, e a concretização do ideal democrático, preconizado no 1º artigo da Constituição Federal de 1988, somente se efetivará quando assumirmos o papel de cidadãos na sua essência.
Ao constituir-se Estado Democrático de Direito, a nossa democracia é fundamentada na soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho, livre iniciativa e pluralismo político.
Portanto, queres ser democrático? Ame as inconstâncias, respeite a diversidade e pratique o diálogo. Em suma, seja um ser político.

Verônica Bezerra

É advogada, doutoranda em Ciências Sociais, mestre em Direitos e Garantias Fundamentais, especialista em Direitos Humanos e Segurança Pública

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O que necropsias revelam sobre o risco de morte cardíaca entre fisiculturistas
Imagem BBC Brasil
Trump fala em 'vulnerabilidades chocantes' do sistem eleitoral às vésperas das eleições de meio de mandato dos EUA
Imagem de destaque
Com novo tarifaço de Trump e déficit fiscal crescente, Brasil chega à eleição mais importante do mundo em 2026 sem margem para erro, diz analista

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados