Abandonada às margens de uma estrada, embaixo de uma cama, no box de um banheiro. Elas foram mortas a tiros, facadas ou espancadas. Algumas estavam grávidas, outras não conseguiram impedir que seus filhos também fossem alvo das agressões. Casos como o de Íris, Mirian, Sara, Sônia e Paloma, entre tantos outros, mostram o quanto os primeiros seis meses de 2024 não foram fáceis para as mulheres no Espírito Santo. Alerta presente nas estatísticas de violência doméstica, de homicídios de mulheres e feminicídios, que aumentaram em relação as do ano anterior. E já nos primeiros dez dias do segundo semestre, mais agressões, como a da mulher vítima de golpes de machado em Guaçuí e outra ferida a facadas em Água Doce do Norte. Além dos casos de feminicídio, em Alto Caxixe, e o da jovem Sara da Cruz Moulin Merçon, de 28 anos; ambos em Venda Nova do Imigrante. A cidade, inclusive, surpreendeu, considerando que por lá, desde 2018, não havia homicídios de mulheres ou feminicídios. Situação que mudou em 2024, com a ocorrência dos dois casos. O mesmo aconteceu com outras duas cidades do interior: Alfredo Chaves e Laranja da Terra, cada uma com um registro este ano. Em todo o ano de 2023, no Espírito Santo ocorreram 35 feminicídios. Neste ano, no período de janeiro até o dia 8 de julho, foram 21 casos. Ouça a análise da comentarista Vilmara Fernandes.
CBN - JUSTIÇA, SEGURANÇA E CIDADANIA -10-07-24.mp3