Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Pesquisa

Como o uso de celular e de redes sociais une jovens ricos e pobres no ES

Foram entrevistados estudantes de escolas privadas, em Vitória, e pública, em Cariacica, com idades entre 16 a 29 anos

Publicado em 21 de Novembro de 2024 às 14:14

Públicado em 

21 nov 2024 às 14:14
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

celular
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
Apesar de estarem em contextos sociais diferentes, jovens de periferias e os de classe média têm em comum semelhanças quando se fala em uso do celular e o consumo das mídias sociais. Pesquisa sobre o tema aponta que eles ficam muito tempo em tela, não percebem o quanto são influenciados e que necessitam ter o seu comportamento validado pelas redes sociais.
Os dados foram identificados em estudo realizado pela Faesa Centro Universitário, com jovens entre 16 a 29 anos. O levantamento foi realizado em visitas a escolas particulares de Vitória e pública de Cariacica. E ainda em uma consulta aberta com questionário on-line.
“São similaridades que nos impressionaram. Há uma necessidade de viver essa conexão o tempo todo. Nos relataram, por exemplo, que na situação em que esquecem o celular em casa, voltam para buscá-lo porque não é possível ficar sem o equipamento”, conta o professor de comunicação Felipe Dall’Orto, que coordenou o estudo.
O objetivo era entender o impacto das tecnologias digitais no comportamento e nas relações pessoais da Geração Z, nascidos entre os anos de 1997 e 2012 e considerados nativos digitais.
Dall’Orto destaca que para este grupo as redes sociais funcionam como um espaço de pertencimento, onde busca validação e conexões com seus pares de maneira constante, para se expressar e participar ativamente dos processos.
“A forma de se vestir, de se comportar, eles precisam muito, segundo a fala deles, dessa legitimação que vem pelas redes sociais. Precisam delas para se sentir pertencente e estabelecer conexão", acrescenta.

Há diferenças?

A pesquisa também procurou entender se a diferença geográfica e de contexto social teria impactos no consumo em relação às mídias digitais.
“O que percebemos é que o consumo é muito próximo. O que muda são as referências, de gamers, de cantores, de influencers. O que está em alta em um local, por exemplo, nem é considerado no outro”, relata.
No relato dos entrevistados eles afirmam não se sentirem diretamente influenciados pelas redes. Mas 68% admitiram já ter consumido produtos indicados por influenciadores, especialmente itens de beleza e moda. “Nas entrevistas foi perceptível que, apesar de negarem a influência, não percebem o impacto dela no consumo”, observa Dall’Orto.
Outro ponto é que 67% dos participantes relataram sentir desconforto ao compararem suas vidas com as representações vistas nas redes.

Tempo em tela

O estudo revelou que 72,8% dos jovens ficam mais de 4 horas por dia conectados, sendo que 13,6% ultrapassam 8 horas diárias nas redes sociais.
“Essa conexão, em grande parte realizada pelo smartphone, é intensificada pela velocidade de estímulos gerados pelos algoritmos das plataformas, como Instagram, TikTok e WhatsApp, que se tornaram ferramentas centrais de comunicação e consumo de informação para essa geração”, é relatado no estudo.
Ele cita como exemplo a ausência de consumo de televisão. É uma geração que, quando assiste TV, o faz pelo celular. “Quando eu era jovem brigava para ter uma televisão no quarto. Hoje eles querem um celular, porque precisam mais desse do aparelho”, observa o professor.
Ele explica que, para esta geração, é fundamental ter internet. “Utilizam um pré-pago ou lançam mão de internet pública ou vão a lugares que liberam o Wi-Fi.”
Uma outra curiosidade é o que partilham. “Nos bairros de classe média há o compartilhamento de streaming entre os amigos, é um hábito comum entre eles. Na periferia partilham internet”.
O levantamento também identificou que o tempo on-line, aliado ao ritmo acelerado de conteúdos consumidos, tem influenciado a forma como a Geração Z percebe o mundo. "Criam uma fusão entre o real e o virtual e uma visão muitas vezes fragmentada da realidade", destaca o estudo.
Foram entrevistados 200 jovens de 16 a 29 anos, teve a duração de um ano e foi liderado pelo professor de comunicação Felipe Dall’Orto com a colaboração das alunas Anna Lara Kapitzky Dias, Otilia Maria dos Santos Almeida, Laísa Rocha Barreto, Nicoly Reis e Evelyn Souza.

Vilmara Fernandes

Aqui você encontra conteúdos exclusivos sobre segurança, justiça e cidadania, com informações que impactam a vida das pessoas e da cidade

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O que necropsias revelam sobre o risco de morte cardíaca entre fisiculturistas
Imagem BBC Brasil
Trump fala em 'vulnerabilidades chocantes' do sistem eleitoral às vésperas das eleições de meio de mandato dos EUA
Imagem de destaque
Com novo tarifaço de Trump e déficit fiscal crescente, Brasil chega à eleição mais importante do mundo em 2026 sem margem para erro, diz analista

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados