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Crime

Justiça aceita a denúncia contra cinco por ataque a tiros em bar do ES

Crime  relacionado a disputa de território do tráfico aconteceu no mês de janeiro e resultou no assassinato de um jovem de 26 anos

Publicado em 26 de Março de 2026 às 03:30

Públicado em 

26 mar 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Santo Dumont - Bar
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
Era noite de domingo quando um grupo promoveu um ataque a tiros contra um bar, localizado no bairro Santos Dumont, em Vitória. A ação resultou na morte do jovem Bruno Santos Gouvêa, um técnico de refrigeração de 26 anos.
O crime aconteceu em 18 de janeiro deste ano e cinco pessoas foram apontadas como autores do crime, fruto da disputa pelo domínio do tráfico de drogas na região.
No final da última semana, o Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória, responsável pelo Tribunal do Júri, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), tornando réus:
  • Luiz Henrique Barcellos Muniz,  o “Zim”
  • Washington Nascimento Bandeira, o “Boloteli” ou “Bolot”
  • Gabriel dos Santos Oliveira, o “Girito”
  • Caio de Souza Sa, o “Caio Capeta”
  • Rubens Rangel Patrocinio Netto, o “Netão” ou “Netinho”
O texto judicial cita a gravidade do crime, destacando ser uma típica tentativa de execução de criminoso rival.
“No âmbito da promoção do tráfico ilícito de entorpecentes, evidenciando-se, ainda, mecanismo de intimidação tanto à comunidade local quanto a grupos adversários, com o propósito de afirmar o domínio territorial da facção à qual pertencem os acusados e reforçar sua autoridade ilegítima”, é dito no texto.
Também foi decretada a prisão preventiva dos réus. Foi relatado que a liberdade seria temerária, observando que houve uma grande quantidade de disparos de arma de fogo, em local com grande quantidade de pessoas, alheias ao conflito.
“Tais circunstâncias evidenciam a completa aversão dos acusados à ordem social e ao respeito ao ordenamento jurídico, tornando temerária sua soltura, ante o concreto risco de reiteração delitiva”.
Um dos réus, segundo informações da Polícia Civil, ficou preso por dois anos e recebeu o benefício da saída temporária em dezembro de 2025, mas não retornou ao sistema prisional. Foi preso pelo crime do jovem.
Desde então, ele estaria tentando retomar a chefia do tráfico de drogas na região de Santos Dumont.
Os advogados dos acusados não foram localizados, mas o espaço segue aberto à manifestação.

Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

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