Na próxima segunda-feira (21) terá início o longo julgamento da ação bilionária que visa indenizar os atingidos pela tragédia ambiental ocorrida em Mariana (MG), há nove anos. O processo contra a BHP Billiton tramita na Justiça da Inglaterra, cidade sede da empresa que é anglo-australiana. Da ação fazem parte 620 mil vítimas que pedem uma reparação que supera os R$ 230 bilhões. A multinacional BHP e a mineradora Vale são as controladoras da Samarco, cuja barragem de rejeitos de minério se rompeu, em 2015. O percurso dos dejetos destruiu cidades e promoveu estragos em dezenas de outros municípios e no litoral capixaba, e matou 19 pessoas. A estimativa é de que 44,5 milhões de m³ de lama de rejeitos foram parar nos rios da região nos primeiros dias e outros 13 milhões de m³ escoaram nos dias subsequentes, atingindo o Rio Doce e o percorrendo até a sua foz, em Linhares, onde alcançou o Oceano Atlântico. A ação na Inglaterra teve início em 2018, com 200 mil vítimas. Em 2022 a Justiça inglesa reconheceu ser a jurisdição para julgar o caso.
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