A conclusão das perícias no Arquivo Geral do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), destruído pelas chamas no dia 21 de julho, depende da retirada da antiga estrutura e da cobertura do galpão. O trabalho vai apontar as causas do incêndio.
O imóvel foi interditado pela Defesa Civil da Serra devido aos graves danos estruturais constatados em vistoria técnica e deverá ser demolido. “O elevado grau de comprometimento da edificação torna inviável a sua recuperação, sendo recomendada a demolição”, informou o órgão municipal em nota.
De acordo com o TJ, o proprietário do imóvel, que é alugado, já foi notificado a fazer a remoção do material, o que deve ocorrer nos próximos dias.
A orientação é de que os trabalhos sejam acompanhados pelos peritos. A estrutura precisará ser retirada por etapas para a permitir, gradativamente, a análise, a preservação e registro de todos os vestígios que forem encontrados.
Quer receber as notícias publicadas pela coluna pelo WhatsApp? Então clique neste link
Trabalho complexo
O trabalho pericial é considerado complexo, segundo a Polícia Científica (PCIES), devido à extensão da área, à grande quantidade de material combustível, às altas temperaturas atingidas e aos danos generalizados.
A corporação adiantou que as ações integradas entre com a Polícia Civil (PCES), o Corpo de Bombeiros (CBMES) e a Defesa Civil da Serra permitiram delimitar a área de interesse e identificar indícios preliminares sobre a possível origem do fogo. No entanto, o laudo final dependerá da análise do material sob a estrutura colapsada.
“A área de interesse continuará sendo examinada conjuntamente pela PCIES e pelo CBMES, e o trabalho somente será encerrado após seu processamento integral”, informou o órgão, destacando que ainda não há prazo para a conclusão dos exames devido à falta de acesso seguro ao local.
Ações após resfriamento
A perícia do Corpo de Bombeiros foi iniciada no dia seguinte ao incêndio, após resfriamento da área, e já contou com duas diligências para análise da cena.
Os militares ainda precisam acessar uma área interna do galpão. “O CBMES aguarda a retirada da estrutura colapsada para prosseguimento dos trabalhos”, informou em nota, acrescentando que ainda não há prazo para a finalização da perícia.
Investigação criminal
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) informou que o fato ocorrido com o arquivo geral é investigado pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), cujos trabalhos dependem da conclusão das demais perícias.
“A equipe policial aguarda a conclusão dos laudos periciais da Polícia Científica (PCIES) e Corpo de Bombeiros (CBMES), que subsidiarão o andamento das investigações”, informou, em nota, a corporação civil. Acrescentou que diligências seguem em andamento e que informações não podem ser divulgadas para não comprometer a apuração.
Demolição do galpão
O galpão permanecerá interditado, segundo a Defesa Municipal da Serra, até que o proprietário realize as intervenções solicitadas, respeitando as licenças e autorizações da administração municipal.
Entre as ações autorizadas estão a recuperação de materiais do espaço, a realização das perícias e a limpeza de áreas próximas à estrutura principal, antecedendo a demolição recomendada.
MAIS COLUNAS DE VILMARA FERNANDES