Após mais de seis horas de julgamento, a sentença foi lida: condenação de 25 anos e quatro meses a ser cumprida em regime fechado. Mas a história do réu foi mudada antes que a sessão, que aconteceu na última segunda-feira (10), em Vitória, fosse encerrada. O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) pediu a anulação do júri popular, com o argumento de que houve falha por parte da defesa, o que violou os direitos da pessoa que estava sentada no banco dos réus. À Justiça, o promotor Rodrigo Monteiro observou que a defesa não cumpriu o seu papel, o que afeta a validade da decisão dos jurados. “Mesmo com a condenação do réu, o que foi sustentado pelo Ministério Público, entendemos que somente poderemos falar em resultado justo quando presentes e respeitados os direitos do réu”. A ata do julgamento descreve que o MP fez a sua apresentação por 1h28m e que a defesa falou por apenas 14 minutos. Mas para além do tempo utilizado, o problema foi não apresentar argumentos claros, não contestar as provas, nem questionar se o réu cometeu o crime ou se havia alguma razão para que ele não fosse considerado culpado. Foi relatado ainda que a manifestação foi concluída sem desenvolver argumentação capaz de contradizer o que foi apresentado pelo MP. Ouça detalhes na participação da comentarista Vilmara Fernandes.
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