Candidato a prefeito de Vitória pelo Patriota, o deputado estadual
Capitão Assumção pretende investir, em sua campanha, na polarização da direita contra a esquerda na cidade. “Com certeza. Sem sombra de dúvida”, confirma nesta entrevista à coluna o capitão da reserva da PMES, que se declara bolsonarista e amigo do presidente
Jair Bolsonaro desde 2009, quando os dois foram colegas na Câmara dos Deputados.
Isso não quer dizer necessariamente que ele buscará polarizar com o candidato do PT, o ex-prefeito de Vitória João Coser. “Eu não sei se vai ser [com ele]. Nós vamos batalhar para crescer nesse primeiro turno. [...] Existem muitas candidaturas. Cada um tem a sua densidade. Existem competidores com recall. Então ninguém pode ser desprezado.”
Além da disputa entre campos político-ideológicos opostos, Assumção afirma estar se preparando tecnicamente para “apresentar o melhor plano [de governo], o plano mais plausível para Vitória durante quatro anos”.
Para isso, o candidato conta com a ajuda de um time de colaboradores, como o pesquisador Fernando Reinaldo na área de mobilidade urbana, a secretária de Saúde de Aracruz, Clenir Avanza, e a professora de Medicina Veterinária da Ufes, Surama Freitas, no tema “controle de zoonoses”. Conta, ainda, com o candidato a vice em sua chapa, o capitão da PMES Hélio Tristão (PTB), coordenador do seu plano de governo e, segundo ele, um amigo de longa data.
Sobre eventual embate direto com o coronel Nylton Rodrigues na eleição em Vitória, Assumção diz não ter interesse algum em protagonizar conflitos na campanha com o seu desafeto pessoal. “O povo de Vitória não vai merecer esse tipo de comportamento. Mas, se eu for provocado, vou reagir à altura.” Também candidato a prefeito da Capital, pelo Novo, Nylton foi comandante-geral da PMES e adversário interno de Assumção no seio da tropa e na greve de 2017.
“Precisamos trazer paz para o povo de Vitória”, prega agora o candidato do Patriota. Confira a seguir a sua entrevista completa, concedida à coluna na última quarta-feira (23):