É um caos! [risos] Mas percebo um movimento grande não só dos novos parlamentares mas também de vários dos antigos, no sentido de prezar mais pelos fatos. Não diria necessariamente só pelas evidências, porque também tem hora que as evidências se contradizem, para todo tipo de lado. Mas tem muito mais gente preocupada com os fatos. Isso de fato eu percebo. Agora, infelizmente, tem vários momentos, e este mês para mim foi muito difícil por isso, que o fisiologismo político fala mais alto. E aí acaba que a gente vota coisas que não têm nada a ver com as evidências. Por exemplo, a Lei dos Partidos que a gente votou. Não tem nenhum estudo, aliás, o bom senso não mostra que a gente deveria ter feito o que fez. Lutamos contra, fizemos questões de ordem. Eu estava lá. Eu, a Tabata [Amaral] e vários outros. Conseguimos segurar muitas coisas, mas muitas outras passaram. Ao mesmo tempo, a gente protocolou o projeto de lei que disciplina a organização interna dos partidos. E aí de novo: com base em evidência e estudos.