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Vitor Vogas

Max Filho no ninho. E na moita

Jogando água fria em especulações de que poderia fazer nova investida na convenção tucana em maio - agora contra Vandinho Leite -, Max afirma que tende a apoiar uma chapa de consenso, desde que seu grupo político esteja contemplado na chapa

Publicado em 27 de Fevereiro de 2019 às 01:22

Públicado em 

27 fev 2019 às 01:22
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Após perder por poucos votos para César Colnago a presidência do PSDB em novembro de 2017, na mais disputada convenção da história do partido no Estado, o prefeito de Vila Velha, Max Filho, desta vez, prefere ficar na moita. Jogando água fria em especulações de que poderia fazer nova investida na convenção de maio – agora contra Vandinho Leite –, Max afirma que tende a apoiar uma chapa de consenso, desde que seu grupo político esteja contemplado na chapa. Em outras palavras, não deve partir de novo para o embate interno.
“Vou tentar trabalhar por uma chapa de consenso. Vou me dedicar a isso. Tenho sido estimulado por muitas pessoas, claro, pois disputei a última convenção. Não tive sucesso, mas chegamos perto. Fizemos bonito. Mas agora eu prefiro trabalhar a possibilidade de consenso. Não faço veto ao nome de nenhum companheiro, desde que todas as forças estejam contempladas na formação da chapa. Não faço veto a ninguém, mas gostaria de construir critérios antes dos nomes, para que todas as correntes do partido estejam contempladas. Inclusive a nossa, evidentemente.”
Max indica que não tem mais interesse em ocupar a presidência do partido: “Eu não aspiro a essa colocação. É claro que sou um filiado, um militante do partido, e, se os companheiros entenderem que o consenso é em torno do meu nome, estou à disposição. Mas não estou trabalhando nem pedindo votos”.
Max pode, então, apoiar a chapa do atual secretário-geral do PSDB-ES, o deputado estadual Vandinho Leite? “Também não faço veto. Ele pode contar com meu apoio, desde que seja um nome que facilite a construção de um consenso.” 
O desinteresse de Max é compreensível. Sua grande chance mesmo foi em 2017. Ali, sim, vencer a convenção estadual era um movimento estratégico para o prefeito de Vila Velha. Tivesse ele se tornado presidente estadual do PSDB pouco antes do ano eleitoral, poderia até ter pavimentado a própria candidatura ao governo do Estado em 2018. Não deu para ele.
Agora o momento é outro, o timing não é bom para Max, e a verdade é que nem faria sentido o prefeito buscar chegar à presidência de um partido no qual seus dias podem estar contados, como ele mesmo sinaliza.
Enquanto se mantém na moita, Max vai ficando no ninho, mas, possivelmente, só até o início do próximo processo eleitoral. “Eu estou no PSDB. O prazo de filiação [para quem quer ser candidato em 2020] vence só em abril do ano que vem.”
Para bom entendedor: a presidência do PSDB não está nos planos de Max. A reeleição em 2020, sim.
PROMOÇÕES EM DEBATE
Segundo o deputado estadual Capitão Assumção (PSL), o Clube dos Oficiais realiza hoje, a partir das 14h, plenária para apresentação e discussão do esboço dos projetos do governo Casagrande que estabelecem novos critérios para promoção de praças e oficiais. Também serão expostas as contrapropostas formuladas por Assumção e Alexandre Quintino (PSL).
MIN. DO ERRO CONSTANTE
O MEC está virando o Ministério do Erro Constante.
Em entrevista à “Veja”, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, atribuiu a Cazuza uma frase jamais dita pelo cantor: “Liberdade é passar a mão no guarda”. A frase, de autoria desconhecida, foi popularizada pelo “Casseta e Planeta” nos anos 1980. Depois de carta aberta da mãe de Cazuza, Lucinha Araújo, ao ministro, este se desculpou publicamente. De Cazuza para Bussunda, vai enorme diferença.
No último dia 18, o ministro pediu desculpas, pelo Twitter, por ter dito na mesma entrevista que brasileiros se comportam como “canibais” quando estão viajando.
Ontem, o ministro tornou a admitir um erro e voltou atrás na orientação repassada por ele a diretores de escolas de todo o país para que uma carta com o slogan de campanha de Bolsonaro fosse lida no primeiro dia da volta às aulas, antes de os alunos cantarem o Hino Nacional. “Percebi o erro.”
O PAI DE TODOS OS ERROS
Errar é humano, tá ok. Mas, quando o erro se torna a regra, há algo muito errado é na gestão do MEC. Ou melhor, alguém muito errado.
POR COERÊNCIA
Autor do projeto “Escola sem Doutrinação” e de muitas críticas recentes à esquerda por “doutrinação ideológica em sala de aula”, o deputado Vandinho Leite (PSDB) usou ontem a tribuna para fazer uma crítica veemente à orientação de Vélez às escolas por representar, segundo ele, “doutrinação ideológica de direita”. “Posicionamento surreal do ministro”, classificou Vandinho.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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