Pazolini também será apoiado pelo presidente da Assembleia Legislativa,
Erick Musso, e pelo diretor-geral da Casa,
Roberto Carneiro, candidato a vice-prefeito na chapa de Amaro na última eleição municipal, em 2016. Os dois também são filiados ao Republicanos, partido presidido no Espírito Santo por Carneiro.
Embora prefira o termo "independente", Pazolini pode tranquilamente ser considerado um deputado de oposição ao governo Casagrande, que tem sob o seu arco de influência outros pré-candidatos a prefeito da Capital, como o também deputado estadual
Fabrício Gandini (Cidadania), postulante apoiado pelo atual prefeito,
Luciano Rezende (também do Cidadania).
O ingresso de Pazolini nesse páreo é o prenúncio de um duelo eleitoral cujo palco será Vitória, mas cujo pano de fundo será a hegemonia do grupo de Casagrande na política capixaba atual, a qual, dependendo do resultado desse pleito, pode ser mantida intacta ou sofrer um arranhão nos próximos dois anos, logo na maior vitrine política entre os 78 municípios.
Ao governo Casagrande, definitivamente, não agrada nem um pouco a ideia de ter Pazolini como prefeito de Vitória nos próximos anos. De maneira mais aberta ou nem tanto, o governador
Renato Casagrande (PSB) e seus operadores políticos devem entrar em campo para evitar que isso aconteça. Aliás, já estão fazendo isso, conforme analisaremos aqui, de modo mais detido, neste sábado (4).