"Sim. Hudson me procurou, conversou comigo e me disse que gostaria de me indicar como relator. Mas ainda não há definição sobre isso. Ainda vamos conversar na Corregedoria."
A denúncia é assinada pelo procurador-geral da Casa de Leis, Rafael Teixeira de Freitas. O corregedor-geral, Hudson Leal, decidiu escolher o relator respeitando um rodízio que segue ordem pré-estabelecida entre os membros da Corregedoria. Hudson poderia avocar o processo (assumir a relatoria), mas não pretende fazer isso.
Escolhido por Hudson, Torino tampouco se mostra à vontade com a designação. Sobre a conduta de Assumção, ele contemporiza e alivia o peso da fala do colega de bancada. Segundo ele, "cada um tem o seu mandato e exerce o mandato como quer".
"Não tenho uma definição [sobre aceitar a relatoria]. Cada um tem o seu mandato e exerce o mandato como quer. Estamos todos muito consternados com a situação da segurança pública no Espírito Santo. Ele fez uma fala muito feroz. Não retiro as palavras dele porque foram as palavras dele. Mas só estava consternado com a situação. O Capitão Assumção é um deputado muito amável. Foi no calor do momento. Então depende dele. O mandato é de cada um e cada um faz o seu mandato como quer. Mas ele tem aqui grandes amigos para dar a ele bons conselhos."