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Até em Olimpíadas

E não é a lenda de que "pênalti mal marcado não entra" aconteceu de novo

Para a sorte do capixaba Richarlison, o Brasil não precisou da penalidade desperdiçada por ele para chegar ao bicampeonato olímpico, pois se entrasse ia dar o que falar

Publicado em 09 de Agosto de 2021 às 09:54

Públicado em 

09 ago 2021 às 09:54
Wallace Valente

Colunista

Wallace Valente

wvalente2000@yahoo.com.br

O capixaba Richarlison na final dos Jogos Olímpicos de Tóquio
O capixaba Richarlison na final dos Jogos Olímpicos de Tóquio Crédito: Vitor Jubini
Reza a lenda que pênalti mal marcado não entra. Foi assim no jogo em que o Brasil conquistou a segunda medalha olímpica de ouro no futebol, vencendo a Espanha por 2×1 na final. O artilheiro da competição, o capixaba Richarlison, acabou sendo vítima dessa quase infalível “regra” do futebol.
O goleiro espanhol saiu na bola pelo alto e, ao errar a bola, deu uma trombada com o jogador brasileiro. O árbitro não havia marcado falta, mas foi chamado ao VAR e acabou marcando o pênalti inexistente. Melhor assim. Ninguém pode dizer que a medalha foi conquistada por causa da penalidade mal marcada e nem que nosso representante foi artilheiro contando com esse gol.

DECEPÇÃO

Mas, se a Seleção de futebol fez bonito dentro de campo, fora dele foi uma decepção. Os jogadores se recusaram a usar ao agasalho do "Time Brasil" na cerimônia de entrega das medalhas. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) já se manifestou repudiando a atitude que pode gerar muitos problemas com os patrocinadores. O nadador Bruno Fratus, medalhista de bronze, também criticou a postura dos jogadores, chamando-os de alienados e desconexos, afirmando ainda que eles não fazem parte do Time.
Olimpíadas
Jogadores do Brasil comemoram o bicampeonato olímpico conquistado no Japão com o uniforme da fornecedora (Nike) da Seleção e não com o conjunto do COB Crédito: Lucas Figueiredo/CBF

E DE NOVO O VAR...

Gostaria de não falar mais uma vez do VAR, mas a CBF comunicou que o equipamento estava "descalibrado" mais uma vez. Agora, no jogo do Flamengo pela Copa do Brasil contra o ABC (RN), o atacante Michael fez o gol em posição legal, mas o assistente, cumprindo o protocolo, levantou a bandeira. Como a resposta da cabine foi que o equipamento não estava funcionando, o árbitro manteve o impedimento marcado em campo, que não existiu.
Nesse mesmo jogo, o zagueiro Léo Pereira teve a camisa claramente puxada na área adversária e todos esperavam que o VAR apontasse a falta - e mais uma vez ele não se manifestou. Vale lembrar que isso já havia acontecido ano passado no jogo entre Vasco e Internacional que valia rebaixamento e disputa do título. O que era para tirar dúvidas acaba colocando mais polêmica sobre as decisões da arbitragem. E olha que já são quatro anos de testes.

TÁ NA REGRA

O gramado do estádio Barradão em Salvador foi castigado pela chuva e o jogo entre Vitória- BA e Vasco pela série B foi paralisado aos dezessete (17) minutos do primeiro tempo, ficando cinquenta e oito (58) minutos parado aguardando as condições melhorarem. Após esse tempo todo, o jogo recomeçou e com a bola (quase) rolando, o Vasco venceu o jogo por 1×0.
O regulamento da competição diz que o árbitro deve aguardar até trinta (30) minutos e, após uma primeira avaliação, mais trinta (30) minutos no máximo, para recomeçar a partida se as condições permitirem.

QUANDO GANHA OK, MAS QUANDO PERDE...

Semana passada escrevi aqui que time que está ganhando não reclama com a arbitragem e citei que o time do Flamengo, enquanto está bem, também é assim. Como o resultado contra o Internacional não foi bom, derrota por 4×0, começaram os protestos.
O técnico Renato Gaúcho do Grêmio durante a partida entre Flamengo e Grêmio, válida pela Semifinal da Copa Libertadores 2019
Renato Gaúcho reclamou muito da arbitragem após a derrota para o Internacional Crédito: DHAVID NORMANDO
Gabigol aplaudiu ironicamente o árbitro após receber cartão amarelo e foi expulso corretamente logo em seguida. Renato Gaúcho que até então estava bem comportado no banco, já começou a reclamar da arbitragem para justificar o injustificável.

HOMENAGEM

Peço licença para dedicar essa coluna de hoje ao meu pai, Carlos Alberto Valente. Ele me inspirou a me tornar árbitro de futebol e recebe hoje minha gratidão e homenagem pelo Dia dos Pais.
Futebol
Meu pai, Carlos Alberto Valente, foi minha inspiração para que me tornasse também árbitro de futebol Crédito: Arquivo pessoal

Wallace Valente

Arbitro capixaba com maior numero de atuacoes nacionais e internacionais, especializado em gestao esportiva,e que atuou em dez finais do Campeonato Capixaba, alem de partidas das series A, B, C e D do Campeonato Brasileiro.

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