O grupo investigado por supostas práticas criminosas envolvendo fraudes na comercialização do café acumula uma dívida com o Espírito Santo, em valores atualizados, que pode chegar a R$ 2,7 bilhões. O valor refere-se a ICMS não pago, multas e juros de autos de infração em irregularidades constatadas desde o ano de 2020. Parte deste montante está sendo investigado como um esquema de sonegação e lavagem de dinheiro pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). As apurações iniciais apontam que um dos pilares do grupo apontado como criminoso são as empresas ‘noteiras’, voltadas a emissão de documentos fiscais simulados, o que viabiliza fraudes fiscais variadas. Responsáveis pela parte operacional, elas conseguiam manter o esquema funcionando mesmo após fiscalizações, cassações ou bloqueios de inscrição estadual. Entre os anos de 2021 e 2022, por exemplo, foi constatado um aumento expressivo na criação deste tipo de empresa no ramo atacadista de café. O que levou à realização de duas operações da Secretaria da Fazenda (Sefaz), a Recepa 1 e 2. Ouça detalhes na participação da comentarista Vilmara Fernandes.
CBN - Justiça, Segurança e Cidadania - 03-12-25.mp3