Relatório de inspeção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizado na primeira quinzena de setembro deste ano nas unidades da Justiça do Espírito Santo, aponta falhas críticas que afetam a celeridade e a segurança dos processos judiciais, com impacto sobre a população, especialmente a mais vulnerável. Foi identificado desde a paralisia de processos que tratam de violência sexual contra crianças até a demora em dar andamento a sentenças finais, o que pode levar à anulação de punições. Situações que estão no rol dos desafios a serem enfrentados pela nova presidente do Tribunal de Justiça, Janete Vargas Simões, que toma posse nesta quinta-feira (11). Em entrevista, ela avaliou que o relatório aponta um “cenário complicado”. “Em algumas comarcas será necessário uma intervenção. Alguns municípios também vão demandar um olhar diferente para algumas áreas, como a Vara do Júri e a de Violência Doméstica, até pela população local”, disse, citando como exemplo a Serra. Um dos pontos do relatório aborda a abrangência territorial ampla de algumas unidades que atendem a Grande Vitória, onde vive a metade da população estadual, o que ocasiona um grande número de processos. Ouça detalhes na participação da comentarista Vilmara Fernandes.
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