O Espírito Santo tem novas razões para acreditar na aceleração do seu crescimento. Fatos emergentes ajudarão exportações e importações, cujo efeito multiplicador influencia quase a metade do PIB capixaba.
Um, é a vitória parcial do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC). Em decisão anunciada na quinta-feira (13), a entidade cancelou duas das sete punições ao país por subsídios à indústria, motivo de queixas da União Europeia e do Japão.
As duas que escaparam interessam vivamente ao Estado. Empresários comemoram. Tratam-se do Recap (Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras) e do PEC (programa destinado a empresas com atuação predominante em vendas para o exterior), que isenta de impostos a compra de insumos. A relevância desses mecanismos é indiscutível: atende a mais de 500 empresas no Brasil, dentre elas várias no Espírito Santo.
O Brasil foi o país que mais abriu o seu mercado em 2018, segundo a OMC.
Este é outro fator positivo para a economia capixaba – no território brasileiro, a de maior ligação com comércio mundial. O governo Temer adotou 16 medidas para facilitar transações. Entre elas, redução de tarifas de importação, suspensão de algumas barreiras e incentivos à exportação.
Capacitação
Não basta o vento soprar a favor, é preciso maximizar o aproveitamento de oportunidades. Este é um grande desafio para o Estado e para o país. A infraestrutura capixaba não pode continuar capenga em portos, rodovias e ferrovias.
Não basta o vento soprar a favor, é preciso maximizar o aproveitamento de oportunidades. Este é um grande desafio para o Estado e para o país. A infraestrutura capixaba não pode continuar capenga em portos, rodovias e ferrovias.
Ligações
É fundamental sanar precariedades nas duas estradas principais (BRs 101 e 262), além de reparar as estaduais, e construir nova estrada de ferro, a EF-118, ligando Vitória ao Sul do Estado. São casos que requerem articulação com o governo Bolsonaro.
É fundamental sanar precariedades nas duas estradas principais (BRs 101 e 262), além de reparar as estaduais, e construir nova estrada de ferro, a EF-118, ligando Vitória ao Sul do Estado. São casos que requerem articulação com o governo Bolsonaro.
Eficiência
Já o transporte marítimo conta no litoral capixaba com um porto organizado (conjunto de terminais que utilizam infraestrutura comum) e 11 terminais de uso privativo. Estes, sim, têm alta eficiência. Responderam por 95% das cargas portuárias no Estado em 2017, marca muito acima da média nacional, em torno de 66%. Os gargalos estão nos portos públicos.
Já o transporte marítimo conta no litoral capixaba com um porto organizado (conjunto de terminais que utilizam infraestrutura comum) e 11 terminais de uso privativo. Estes, sim, têm alta eficiência. Responderam por 95% das cargas portuárias no Estado em 2017, marca muito acima da média nacional, em torno de 66%. Os gargalos estão nos portos públicos.
Ranking
O Espírito Santo foi o quarto Estado brasileiro com maior movimentação portuária em 2017, atingindo 143,8 milhões de toneladas, conforme dados da Secex. Em 2018, os resultados também são bons (veja infográfico acima), mas bem abaixo do potencial. Importantes linhas marítimas se afastaram da nossa costa em função das limitações operacionais na baía de Vitória.
O Espírito Santo foi o quarto Estado brasileiro com maior movimentação portuária em 2017, atingindo 143,8 milhões de toneladas, conforme dados da Secex. Em 2018, os resultados também são bons (veja infográfico acima), mas bem abaixo do potencial. Importantes linhas marítimas se afastaram da nossa costa em função das limitações operacionais na baía de Vitória.
Carga
Pelo litoral capixaba poderiam ser exportadas anualmente 10 milhões de sacas de café, segundo o Centro de Café de Vitória. Porém, apenas um terço desse volume será embarcado em 2018. Os outros dois terços utilizarão portos de outros Estados. Este é um exemplo clássico da precariedade da logística local.
Pelo litoral capixaba poderiam ser exportadas anualmente 10 milhões de sacas de café, segundo o Centro de Café de Vitória. Porém, apenas um terço desse volume será embarcado em 2018. Os outros dois terços utilizarão portos de outros Estados. Este é um exemplo clássico da precariedade da logística local.
Prejuízo
A viagem do café do Espírito Santo para outras unidades da federação, para ser embarcado rumo ao exterior, aumenta custos em cerca de R$ 7 por saca. Considerando a safra de 13 milhões de sacas neste ano, a perda é de R$ 90 milhões para o setor cafeeiro.
A viagem do café do Espírito Santo para outras unidades da federação, para ser embarcado rumo ao exterior, aumenta custos em cerca de R$ 7 por saca. Considerando a safra de 13 milhões de sacas neste ano, a perda é de R$ 90 milhões para o setor cafeeiro.
Futuro portuário
Além da implantação dos portos Central, da Imetame e da Petrocity, o futuro portuário do Estado também exige a concessão do Porto de Barra do Riacho. É preciso que seja apressada.
Além da implantação dos portos Central, da Imetame e da Petrocity, o futuro portuário do Estado também exige a concessão do Porto de Barra do Riacho. É preciso que seja apressada.
São positivas, sem dúvida, as iniciativas para facilitar o comércio internacional. Mas, ainda estamos muito longe das condições de competitividade ideais