Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Como o mundo vê o Brasil neste momento?
José Vicente Pimentel

Como o mundo vê o Brasil neste momento?

Há motivos concretos para que possamos restabelecer a imagem internacional positiva que já tivemos

Publicado em 24 de Janeiro de 2018 às 21:55

Públicado em 

24 jan 2018 às 21:55

Colunista

Hoje, a imagem externa do Brasil não pode ser considerada boa. O tribunal de Porto Alegre ofereceu uma oportunidade para se começar a mudar essa percepção negativa.
A repercussão sem dúvida será grande e, no curto e médio prazos, as interpretações tenderão a refletir a polarização que grassa na sociedade brasileira e no mundo. Alguns políticos, historiadores e cientistas sociais verão na sentença a reação dialética das elites contra a ascensão da classe trabalhadora; outros, a derrocada inexorável da experiência criptocomunista no Brasil. Os primeiros encontrarão apoio em comentaristas preguiçosos, que repetirão no The Guardian e no Le Monde Diplomatique diatribes prêt-à-porter sobre mais um “golpe da direita” no Brasil. Outros se apressarão a trombetear no The Wall Street Journal e The Economist que os obstáculos estatizantes foram enfim extirpados e que agora o Brasil vai bombar.
A celeuma me parece inevitável e é de se prever que o governo brasileiro, e o Itamaraty em particular, terá de trabalhar duro para transmitir às autoridades dos países amigos uma leitura mais serena e com perspectiva de longo prazo. O recado terá de ser que as instituições responderam com maturidade aos desafios, a Constituição foi respeitada, a economia demonstrou robustez e a classe política saberá exercer a liderança que dela se espera neste momento histórico que o país atravessa.
Na prática, teremos de esperar para saber qual versão prevalecerá. A boa notícia é que há motivos concretos para que possamos restabelecer a imagem internacional positiva que já tivemos. O julgamento de ontem poderá vir a ser interpretado, dentro de algum tempo, como a ponte que faltava para as reformas políticas e econômicas necessárias que o Brasil não pode procrastinar. A notícia não tão boa é que a ponte passa pelas eleições de outubro, que são um desafio tão grande, ou maior, do que aquele que o Tribunal Regional Federal da Quarta Região superou com galhardia.
*O autor é embaixador aposentado
 

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Escassez de combustível afeta a Rússia, mas será suficiente para fazer Putin mudar de estratégia na Ucrânia?
Vídeo que circula nas redes sociais mostra um torcedor argentino imitando um macaco na frente um homem negro em Morro de São Paulo, destino turístico no Sul da Bahia
Argentino que imitou macaco para homem negro tem prisão decretada na BA
Viatura da Polícia Civil de São Paulo
Motorista atropela motociclista e passa por cima de vítima ao fugir em SP

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados