Em tempos de neuromarketing massivo, desenvolver excelência em comportamento financeiro é quebrar a resistência das ondas que o impedem de chegar em alto-mar. Tudo o que você fizer acerca de suas finanças exige concentração total, desde anotar no caderninho até preencher uma planilha de Excel complexa e sofisticada.
O objetivo do neuromarketing é colocar informações obtidas a partir de técnicas de mapeamento de imagens cerebrais a serviço de ações de marketing (BERCEA, 2013; PIROUZ, 2010 apud SANTOS et al., 2014, p. 54).
Apesar de a neurociência ser benéfica para a compreensão do comportamento nas diversas áreas, surge a necessidade de compreender a ética relacionada ao seu uso. Dessa ciência, surgiram outras ciências, como o Neuromarketing e a Neuroeconomia e, em decorrência do mau uso dessas ciências, surgem a Neuroética e o Neurodireito. Ou seja, o cérebro humano é fonte de diversas ciências derivadas da neurologia e da psiquiatria. Ademais, proteger a autonomia cognitiva dos cidadãos reflete-se em benefícios para a sociedade.
O uso do conhecimento para melhorar a performance do marketing é ciência; porém, a manipulação do estado mental dos diferentes seres humanos é maquiavélica. O problema não é o uso da ciência em si, mas o fato de a maioria dos cidadãos nem saber que existe o Neuromarketing e que ele aumenta a resistência à construção de patrimônio, afinal o Neuromarketing é usado para aumentar o desempenho das equipes de vendas, o que incrementa diretamente o consumo das famílias.
Todavia, é preciso refletir que, desde a infância, o ser humano esbarra nos paradoxos da avalanche social ao fazer escolhas no presente, que refletirão ao longo de toda a sua vida. Ainda, é preciso entender que a indecisão também é uma decisão. Por isso, é importante investir em educação financeira desde a mais tenra idade.
Os administradores e os economistas perceberam que a simples compreensão da microeconomia e do marketing não era suficiente para explicar quedas nas vendas e no desempenho. Portanto, a análise de custos e de balanços contábeis encontra na psicologia novas possibilidades de estudos comportamentais que se refletirão nos números. Há quem diga que, entre um administrador, um economista e um contador, deve-se sempre preferir enaltecer e valorizar o último. (Pague seu contador e sua equipe de controladoria!).
Sem a Contabilidade, sem a métrica e o cumprimento das exigências fiscais, a administração e a economia são meros enfeites. Para subsidiar o incremento patrimonial pessoal e empresarial, surgem duas ciências importantes: a Neurociência e a Neuroeconomia.
Aprofundar o conhecimento sobre as ciências que estudam o funcionamento do cérebro humano é primordial para eliminar todas as resistências que bloqueiam os cidadãos de se tornarem investidores. Observa-se que o mais difícil não é iniciar o investimento, mas a pressa do resgate total por paradigmas (hoje, crenças limitantes) de que o mundo vai mal, de que não há esperança, "já que nunca vou ter o imóvel, o carro ou a moto dos meus sonhos, vou resgatar tudo logo e fazer aquela viagem, ou aquela festa, ou comprar aquele tênis de mais de R$ 500".
Para concluir, seguem abaixo os tópicos mais objetivos para ganhar a batalha do dia a dia contra a resistência e fazer com que o seu patrimônio vença a guerra:
- Mapeamento cerebral: empresas usam ressonância magnética e rastreamento ocular para identificar pontos de prazer e urgência no cérebro.
- Gatilhos inconscientes: o consumo ocorre antes que o córtex pré-frontal (área racional) consiga processar a decisão de compra.
- Estímulo à resistência: o neuromarketing gera gratificação imediata, o que aumenta a resistência psicológica para poupar e investir a longo prazo.
- Assimetria de informação: o consumidor médio ignora essas técnicas, tornando-se vulnerável a manipulações que geram endividamento e reduzem a poupança das famílias.
Finalmente, não esqueça de colocar o lazer e o prazer em seu orçamento. Sem os chamados hormônios da felicidade, a tristeza pode surgir e refletir em todas as áreas da sua vida.
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