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Investimento

O que rende mais no longo prazo: renda fixa ou bolsa?

A estratégia para o longo prazo deve respeitar o perfil do investidor e sua aptidão em manter sua carteira por muitos anos, analise os caminhos

Publicado em 13 de Janeiro de 2022 às 09:17

Públicado em 

13 jan 2022 às 09:17
Lélio Monteiro

Colunista

Lélio Monteiro

lelio@pedraazulinvestimentos.com

Com a recente alta dos juros e com o Ibovespa patinando em torno dos 100 mil pontos, muitos investidores têm aumentado a posição em Renda Fixa, um movimento que podemos considerar natural, principalmente para clientes mais conservadores ou moderados. Se a taxa Selic deve superar 10% ao ano ao longo de 2022, com inflação projetada em torno de 5%, não deixa de existir, neste caso, uma oportunidade de alocação em investimentos mais conservadores.
Mas e no longo prazo? O que rende mais, a Bolsa ou o CDI? E o que dizer do IMA-B, índice de títulos públicos de inflação?
Através dos dados da Quantum Finance, analisamos a rentabilidade desses índices desde 2004 e observamos que neste período o CDI entregou retorno nominal de 500,40%, superando o Ibovespa, que rendeu 354,22%, mas perdendo para o IMA-B que subiu 873,07% no período. Esses dados não esgotam a discussão porque o índice Ibovespa tem alta volatilidade e pode voltar a superar o CDI no futuro assim como já ocorreu em outros momentos.
Dados da Quantum Finance
Dados da Quantum Finance Crédito: Reprodução/Lélio Monteiro/ Quantum Finance
No entanto, se buscarmos ações de empresas sólidas, lucrativas e com longo histórico em Bolsa, ao menos anterior a 2004, poderemos ter algumas agradáveis surpresas. Pois no mesmo período analisado verificamos retornos robustos das ações do Bradesco (BBDC4) - 1.406,50%, da Ambev (AMBV4) - 1167,61%, da Vale (VALE3) - 1156,76%, e do Itaú (ITUB4), que renderam 1.103,20%, valores que superam todos os índices de referência e, principalmente, o Ibovespa.
O racional por trás dessa análise é simples: o Ibovespa é um índice que possui inúmeras empresas, e tem uma qualidade média baixa. Separando as melhores e mais lucrativas empresas, a tendência é que, no longo prazo, o retorno das melhores ações supere o índice. Isso sem precisar comprar ou vender, apenas carregando a posição.
No meio do caminho, a volatilidade pode assustar, as quedas podem gerar desconforto, principalmente em crises e eventos adversos, mas a visão de longo prazo deve prevalecer, sempre respeitando o perfil do investidor e sua aptidão em manter sua carteira por muitos anos.
Uma observação importante: diversas empresas surgiram durante este período e tiveram retornos muito maiores. Outras deixaram de existir e deram prejuízo aos investidores. Cabe ao investidor ter uma carteira consistente e diversificada e aproveitar as oportunidades.

Veja a lista mais ampla, com o retorno de 05/01/2004 a 10/01/2022:

- Bradesco (BBDC4) – 1.406,50%
- Vale (VALE3) – 1.156,76%
- Itaú (ITUB4) – 1.103,20%
- Copel (CPLE6) – 1.019,76%
- Banco do Brasil (BBAS3) – 986.77%
- CSN (CSNA3) – 976,63%
- CEMIG (CMIG4) – 874,68%
- IMA-B – 873,07%
- Gerdau (GGBR4) – 603,57%
- CDI – 500,40%
- Petrobras (PETR4) – 490,20%
- Braskem (BRKM5) – 447,31%
- Ibovespa (IBOV) – 354,22%

Lélio Monteiro

Administrador de Empresas (UERJ), pós-graduado em Engenharia Econômica (UERJ), certificado CFP® e Ancord. 21 anos de carreira no mercado financeiro, com passagens pelo atendimento Private, Alta Renda, Gestora de Recursos, Tesouraria e Educadoria Corporativa. Desde 2018, sócio da Pedra Azul Investimentos, escritório de assessoria de investimentos sediado em Vitória-ES.

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