Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Transição

Sem teto de gastos, Brasil precisa criar nova âncora fiscal

Novo mecanismo terá que garantir uma relação sustentável entre a receita e a despesa governamental

Publicado em 14 de Dezembro de 2022 às 09:05

Públicado em 

14 dez 2022 às 09:05
Luiz Alberto Caser

Colunista

Luiz Alberto Caser

lcaser@valorinvestimentos.com.br

Teto de gastos
Novo teto de gastos dará (ou não) sustentabilidade fiscal ao país Crédito: Pexels
A economia brasileira é do tipo spend-tax. Em outras palavras, isso quer dizer que é a despesa que define o tamanho do governo. Nesse sentido, a dívida é consequência do déficit. Gastar é uma decisão política e é justamente por isso que âncoras fiscais calcadas na dívida pública podem ter pouco efeito sobre a discricionariedade política sobre o gasto, gerando insustentabilidade fiscal.
A partir de janeiro do ano que vem, o país precisará substituir o teto de gastos por uma nova âncora fiscal capaz de produzir uma relação sustentável entre receitas e despesas. Essa âncora precisa de gatilhos, que servem como anteparo ao crescimento do gasto corrente na fase expansiva do ciclo, e  de liberar investimentos e transferências sociais na fase recessiva.
Sendo assim, na última sexta-feira (12), o presidente eleito iniciou a divulgação de nomes que irão compor sua equipe ministerial. Figurou o ministro responsável pela Fazenda: Fernando Haddad.
Outros nomes surgiram na pauta: o ex-presidente do Banco Fator Gabriel Galípolo era favorito para assumir o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas ele não ficou com a vaga, que foi para Aloizio Mercadante.
Para a Secretaria do Tesouro Nacional, o nome mais cotado é o do ex-diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Felipe Salto. Outro nome praticamente certo na equipe econômica é o de Marco Bonomo, professor do Insper e economista egresso da PUC-Rio, que escreveu, junto com o economista Marcos Mendes, uma coletânea de erros de políticas econômicas brasileiras adotadas em um passado recente. O economista Bernard Appy será secretário especial para a reforma tributária, conforme anúncio de Haddad.
A expectativa é que a equipe econômica seja anunciada em doses homeopáticas, à medida que os convidados aceitem os respectivos convites e passem a integrar o time em Brasília. Mas ainda fica uma pergunta-chave no ar: qual será a âncora fiscal adotada pelo novo governo e que irá dar (ou não) sustentabilidade fiscal ao país?

Luiz Alberto Caser

Formado em Administração, com MBA em Finanças pelo IBMEC e pós-MBA em Inteligência de Mercado pela FGV. Credenciado junto à CVM como Agente Autônomo de Investimentos na Valor Investimentos desde 2007. Tornou-se sócio da empresa em 2011, sendo responsável a partir daí também por projetos de Planejamento Estratégico, Marketing, Educação e Gestão de Pessoas. Atualmente é também professor em programas de pós-graduação e palestrante de temas relacionados a finanças e investimentos.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Vacina da dengue do Butantan: confiança, vigilância e transparência caminham juntas
Vinicius Jr decidiu o jogo para o Brasil
Que esta seja a Copa de Claudia Sheinbaum e Vinicius Jr
Apreensão de 220 mil
Justiça nega devolução de R$ 220 mil à esposa de policial da Narcóticos preso no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados