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Vitor Vogas

Do Val afirma que não ficará em bloco de oposição a Bolsonaro

Instrutor de segurança foi eleito senador pelo PPS, um dos partidos de centro-esquerda que articula bloco de oposição ao próximo governo no Senado a partir de 2019

Publicado em 05 de Novembro de 2018 às 20:28

Públicado em 

05 nov 2018 às 20:28
Vitor Vogas

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Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Marcos do Val (PPS) foi eleito senador do ES Crédito: Vitor Jubini
O senador eleito Marcos do Val afirma que não tem a menor intenção de fazer parte do bloco de oposição ao governo Bolsonaro que começa a ser articulado no Senado por quatro partidos de centro-esquerda: o PDT, o PSB, a Rede e o PPS, partido pelo qual ele se elegeu. 
"Não pretendo participar desse bloco. Quero exercer meu mandato com independência e não ficar ligado a essa lógica de partidos, de ser a favor do governo por ser a favor ou ser contra por ser contra. Vou fazer meu mandato focado em duas coisas: em valores e nos interesses do Espírito Santo. Quero o melhor para o Estado e não o que é melhor para o partido A ou B. Quero fazer diferente e, para fazer diferente, vamos enfrentar resistências", disse Durval à coluna nesta segunda-feira (5).
O movimento para formação desse bloco de oposição tem sido feito pelo senador eleito Cid Gomes (PDT-CE), irmão de Ciro Gomes (PDT), e pelo senador reeleito Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Juntos esses quatro partidos terão uma bancada de pelo menos 13 senadores na próxima legislatura. O PPS só terá dois senadores, sendo um deles o próprio Do Val, que no entanto será uma "baixa".
O futuro senador confirma ter sido sondado por agentes políticos interessados na formação desse bloco de oposição, mas ignorou a sondagem. 
"Fui procurado por integrantes de dois desses partidos que querem formar esse bloco, mas nem dei retorno a eles, pois não tenho interesse. Sobre esse assunto, não fui procurado por ninguém do PPS, nem da direção estadual nem da nacional."
Do Val refuta alinhamento automático tanto à oposição como à base de apoio do próximo governo. "Se o Bolsonaro tiver projetos bons para o país, eu vou apoiar. Se não tiver projetos bons, eu não vou apoiar. Não vou fazer uma oposição pela oposição. Nem vou apoiar o governo por apoiar."
Além de articular a oposição ao governo Bolsonaro, a ideia desse bloco de partidos seria isolar a bancada do PT também no Senado, a exemplo do que partidos de centro-esquerda vêm planejando para a próxima legislatura na Câmara (onde o PT elegeu a maior bancada). 
 

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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