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'Pra quê brigar?'

Ameaça dos EUA: Lula alfineta Trump e diz que Brasil é dono do próprio nariz

Presidente fez comentários durante lançamento de linhão que conecta Roraima ao mapa energético do Brasil: "Dá para fazer um linhão até Nova York?", questionou em tom de brincadeira
Agência FolhaPress

Publicado em 

10 set 2025 às 15:17

Publicado em 10 de Setembro de 2025 às 18:17

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandou novos recados para Donald Trump, presidente dos EUA, durante evento do setor energético nesta quarta-feira (10).
"Ao invés de o Trump ficar brigando com a gente, devia vir conhecer nosso sistema interligado, pra quê brigar? Ele ia perceber que ia ser muito legal para os Estados Unidos do que ele ficar brigando com a gente", disse. "Somos um país soberano e donos do nosso nariz. O Brasil não deve nada a ninguém, se tratando de competência, resiliência e capacidade", completou.
As falas ocorreram durante cerimônia pelo início da energização do Linhão Manaus-Boa Vista, que interligou Roraima ao mapa energético do país. O estado era o único do Brasil que estava isolado do sistema. A cerimônia de expansão da conexão foi feita no ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), em Brasília, com a presença do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
"Dá pra emprestar para os Estados Unidos...Dá para fazer um linhão até Nova York?", questionou o presidente.
A declaração foi feita um dia após a porta-voz da Casa Branca afirmar que os EUA não terá medo de usar o "poder econômico e militar" para defender a "liberdade de expressão". O governo de Trump tem acusado a justiça brasileira de autoritarismo e de cercear esse direito, em meio ao contexto de julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Crédito:
"Chega de ser um país em desenvolvimento. Essa transição energética nos permite dar um salto de qualidade", declarou Lula.
O presidente falou sobre a intenção de que o sistema se amplie, posteriormente, aos demais países da América do Sul, e referiu-se ao Linhão como um modelo a ser seguido pelo mundo.
"Eu acho que vai levar algum tempo ainda. Mas eu acho que os governantes do mundo terão que compreender que quanto mais a gente estiver compartilhando as coisas bem-sucedidas, melhor será para o povo da nossa região."
No evento, Lula apertou, em um ato simbólico, o botão que iniciava a conexão do sistema com o Estado. O presidente fez reiteradas cobranças ao ministro Silveira, ao qual atribuiu a promessa de baratear os custos da energia para o consumidor.
A promessa é baratear a conta de luz a partir da redução em R$ 45 milhões por mês nos custos da CCC (Conta de Consumo de Combustíveis) de Roraima. Esse encargo está embutido na conta de energia de todos os consumidores.
De acordo com o governo federal, a implementação do sistema gerou cerca de 3.000 empregos diretos, durante a fase de construção da linha de transmissão, além dos indiretos.
A substituição gradual das usinas térmicas por energia limpa e renovável reduz as emissões de gases de efeito estufa em mais de 1 milhão de toneladas de CO₂ por ano, além de gerar uma economia superior a R$ 500 milhões anuais nos custos com combustíveis fósseis.
Para incluir o estado, foram investidos R$ 2,6 bilhões em aproximadamente 725 km de extensão, em circuito duplo de 500 quilovolts (kV). A linha vai desde a Subestação engenheiro Lechuga, no Amazonas, à Subestação Boa Vista, na capital de Roraima, com um ponto de apoio intermediário em Rorainópolis.
A integração deve gerar uma segurança energética maior para Roraima, e promete condições mais favoráveis de crescimento econômico. O empreendimento é considerado um marco para o setor elétrico e para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
O ministro de Minas e Energia afirmou, em fala após o evento, que também há possibilidade de o Linhão levar energia para países vizinhos, e citou a Venezuela, que vive uma crise contra o narcotráfico.
"Como Roraima só consome 250 MW, 1/4 da energia desse linhão, é possível a gente tanto levar para poder dar segurança energética a outros países, em específico, nesse momento, a Venezuela, caso precise, quanto trazer energia para o resto do Brasil inteiro", afirmou.
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