Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Bolsonaro diz que Petrobras tem R$ 3 bilhões para bancar vale-gás
População carente

Bolsonaro diz que Petrobras tem R$ 3 bilhões para bancar vale-gás

Bolsonaro tem sofrido com queda da sua popularidade. Um dos fatores que têm ampliado o desgaste do presidente é a inflação, inclusive a alta do botijão

Publicado em 31 de Julho de 2021 às 08:38

Agência FolhaPress

Publicado em 

31 jul 2021 às 08:38
(Brasília-DF, 29/06/2021) Palavras do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega/PR
O presidente da República, Jair Bolsonaro Crédito: Isac Nóbrega/PR
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o governo pretende lançar um programa voltado para a compra de gás pela população mais carente. Segundo ele, a Petrobras tem R$ 3 bilhões para bancar o benefício.
"O novo presidente da Petrobras, o [Joaquim] Silva e Luna, está com uma reserva de aproximadamente R$ 3 bilhões para atender realmente esses mais necessitados. Seria um vale-gás, seria o equivalente --no que está sendo estudado até agora-- a um bujão de graça a cada dois meses", disse o presidente.
Ele não revelou qual seria o critério para definir as famílias que teriam direito ao vale. A declaração do mandatário foi dada em entrevista ao Programa do Ratinho, do SBT. A gravação ocorreu na tarde de quinta-feira (29).
Bolsonaro tem sofrido com queda da sua popularidade, e as pesquisas de opinião registram favoritismo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário, para o pleito do ano que vem.
Um dos fatores que têm ampliado o desgaste do presidente é a inflação, inclusive a alta do botijão.
Na quarta (28), o Painel mostrou que a ideia de dar um vale à população para compra do gás de cozinha tem ganhado força entre auxiliares do presidente.
A solução conta com a simpatia até do ministro da Economia, Paulo Guedes, que costuma impor freios aos projetos do Executivo que envolvem aumento de despesas.
De acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo), um botijão de gás de cozinha de 13 quilos custa nesta semana R$ 92,79, em média, no Brasil. O valor máximo registrado pelo órgão no país é de R$ 130. Em janeiro, o valor era de R$ 76,86.
Na entrevista, Bolsonaro reconheceu que existe um problema de inflação. No entanto, ele atribuiu os altos preços do gás de cozinha no país à cobrança do ICMS por governadores, à margem de lucro dos vendedores e ao custo do frete.
O vale-gás não é o único benefício social planejado pelo governo Bolsonaro. O presidente já anunciou que deve reformular o Bolsa Família e aumentar o valor do benefício para, no mínimo, R$ 300 a partir do fim deste ano.
Auxiliares esperam que o programa social turbinado ajude o presidente a recuperar sua popularidade.
Em meio a questionamentos sobre a periodicidade de sua política de preços, a Petrobras anunciou no dia 5 de julho reajustes nos preços do gás de cozinha. A alta foi de 5,9%.
Os preços seguiram a alta das cotações internacionais do petróleo e passaram a vigorar no dia 6 de julho.
Segundo a Petrobras, o preço do gás de cozinha subiu R$ 0,20 por quilo, para R$ 3,60 (ou R$ 46,80 o botijão de 13 quilos).
É o décimo-quinto aumento consecutivo no preço do gás de cozinha nas refinarias da Petrobras, após um período de queda no início da pandemia, em 2020. Desde o início do governo Bolsonaro, o produto vendido pela estatal acumula alta de 66%.
A escalada no preço do botijão tem gerado debates no Congresso sobre a necessidade de subsídios à população de baixa renda, que tem apelado a lenha ou carvão para cozinhar alimentos diante da dificuldade para adquirir o gás de cozinha.
Bolsonaro já promoveu interferência na Petrobras no passado. Em fevereiro deste ano, ele determinou a troca do então presidente da empresa, Roberto Castello Branco, pelo general Silva e Luna.
O presidente é crítico da política de preços da Petrobras e frequentemente culpa governadores pela alta do preço dos combustíveis.
No dia 23 de fevereiro, Bolsonaro afirmou que Silva e Luna "vai dar uma arrumada" na empresa.
"O que eu interferi na Petrobras? O que eu falei para baixar o preço [dos combustíveis]? Nada, zero. O que essa imprensa está fazendo?"
"Tem muita coisa errada. O novo presidente [Silva e Luna] vai dar uma arrumada lá [Petrobras], pode deixar", disse Bolsonaro, em fala transmitida por um site bolsonarista.
"Vocês vão ver a Petrobras como vai melhorar. Assim como se tiver que fazer qualquer mudança, nós faremos. Não vem a imprensinha, a imprensa de sempre, não sei o quê. Não vai dar certo."
A declaração de Bolsonaro ocorre um dia depois de a Petrobras ter registrado perdas de mais de 20% em suas ações por conta da interferência do governo Bolsonaro.
Ao final do pregão do dia 22 de fevereiro, as ações preferenciais (mais negociadas) da Petrobras fecharam em queda de 21,5%, indo a R$ 21,45. As ordinárias (com direito a voto) despencaram 20,47%, fechando em R$ 21,55.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Queda de cabelo: entenda por que o problema tem atingido cada vez mais mulheres jovens
Aeroporto de Vitória
Aeroporto de Vitória deve receber primeiro voo direto da Argentina em outubro
Imagem de destaque
Menopausa ou problemas na tireoide? 3 sinais que ajudam a identificar a causa dos sintomas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados